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Brics competem por recursos naturais e mercado africano

01:30 | 11/07/2014
É crescente a disputa dos Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, pelos recursos naturais e mercados africanos. Três elementos tornam a África um bom lugar para investimentos dos Brics. Primeiro, a presença de grandes jazidas de minérios, petróleo e outros recursos naturais valiosos. Segundo, o crescimento da classe média africana e do consumo. Por fim, a previsão de investimento em infraestrutura por parte de países que recém adquiriram estabilidade política e econômica que preveem gastos bilionários no setor.

“A China está no continente como um todo de forma agressiva com seu ‘modelo predatório’. A Índia está mais presente ao sul do continente. A África do Sul, incluída nos Brics em 2010, é importante dentro do contexto industrial e desponta acima dos seus vizinhos. O Brasil possui maiores relações com os países lusófonos (dos cinco, apenas dois tem expressão que justifique cooperação comercial com o Brasil: Angola e Moçambique),mas também está presente em outros países”, afirma João Bosco Monte, presidente do Instituto Brasil África e pós-doutor em Relações Internacionais.


Segundo João Bosco, “com Lula era mais fácil o Brasil ter voz no mundo devido ao fato de a política externa do governo ser mais eficaz”. Em 2003, o então presidente Lula defendeu a África como uma prioridade para o Brasil e procurou diversificar os parceiros comerciais do país, abrir novas fronteiras de investimento e ganhar mais espaço nos organismos decisórios internacionais, como o Conselho de Segurança da ONU. (RG)

Ingrid Coelho

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