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Borges: economia mundial prejudica corrente de comércio

15:30 | 01/07/2014
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, avaliou nesta terça-feira, 01, que o quadro difícil da economia mundial explica a queda na corrente de comércio do Brasil com o resto do mundo. Segundo os dados do primeiro semestre de 2014, a corrente de comércio caiu 2,8% em relação ao primeiro semestre de 2013. "Esse é um ano difícil da recuperação da economia mundial e a balança comercial teve uma melhora relativa em relação ao semestre do ano passado", destacou.

Borges destacou a recuperação lenta da economia dos Estados Unidos. Segundo ele, a retração econômica dos EUA no primeiro trimestre de 2014, em termos anualizados, é ruim para o conjunto da economia mundial. "Seria importante para o Brasil, que tem os EUA como segundo parceiro comercial, que a economia norte-americana apresentasse um crescimento econômico positivo no ano", disse. Apesar disso, Borges destacou que as exportações brasileiras para os EUA estão mostrando recuperação. "Em 9 dos últimos 12 meses teve melhora das exportações brasileiras para os EUA", afirmou.

Segundo ele, o aumento das exportações para os EUA compensa parcialmente o resultado negativo com a Argentina, que está com nível de atividade econômica menor esse ano. "O Brasil sempre foi exportador importante de manufaturados para os EUA e esse indicador é muito importante para nós", disse o ministro.

Ele avaliou também que o crescimento econômico da União Europeia continua muito estagnado, o que afeta as compras do bloco de países extrazona. "O desempenho comercial está relacionado com o nível de atividade da UE, que está em processo lento de recuperação. O crescimento das importações da UE depende do desempenho do nível interno de atividade econômica", disse.

Mercosul e UE

Borges afirmou que o Mercosul está cumprindo o seu dever de casa ao fechar uma proposta comum a ser apresentada à UE para um acordo de livre comércio.

Segundo ele, foi bastante difícil o processo de negociação entre os países do Mercosul, mas o bloco tem uma proposta "relativamente competitiva". "Mas temos que ter o lado europeu para progredir este ano. Essa questão está em aberto. O Mercosul está conseguindo fechar uma proposta, mas a UE não deu sinais de estar pronta para a troca de oferta. Tem que ter os dois lados querendo fazer a troca", disse.

Borges garantiu que o Mercosul estará pronto no momento adequado, quando houver maturidade para a troca de ofertas.

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