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Abraciclo prevê queda na produção e vendas de motos

15:30 | 16/07/2014
Após o fraco desempenho no primeiro semestre, com baixa de 8,4% na produção e de 4% nos emplacamentos, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) reviu nesta quarta-feira, 16, a previsão de estabilidade na produção e vendas de motocicletas em 2014 ante 2013. A entidade estima agora a produção de 1,625 milhão de unidades este ano, queda de 3% sobre o total de 1,67 milhão de 2013 e ainda uma redução de 1% nas vendas entre os períodos, para 1,5 milhão de motos no varejo.

Com 70 mil unidades a menos produzidas e 30 mil a menos comercializadas entre janeiro e junho de 2014, em comparação a igual período de 2013, "o primeiro semestre foi muito aquém do que o setor aguardava, já contando com a queda no período da Copa", disse Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo. "O resultado foi prejudicado justamente pela baixa dos meses anteriores. A queda no emplacamento foi o dobro das 15 mil unidades de redução estimada no período."

Segundo Fermanian, as montadoras se programaram e anteciparam de julho para junho as férias coletivas para que elas coincidissem com o período da Copa e o impacto nas vendas. "No segundo semestre, vamos recuperar um pouco, mas será insuficiente para atingirmos as projeções de estabilidade."

Segundo a Abraciclo, a queda nas vendas ainda não trouxe cortes de empregos nas montadoras, mas as empresas fizeram ajustes, com o congelamento de vagas de funcionários que se aposentaram ou pediram demissão. Com isso, o quadro de funcionários das fabricantes de motos atingiu 18.066 pessoas em maio, ante 18.250 ao final de 2013. Em 2011, o setor chegou a ter 20,5 mil funcionários e, em 2012, 19,5 mil.

Já em relação ao crédito, o setor espera que os bancos e financeiras estatais - Panamericano (Caixa) e BV Financeira (Banco do Brasil) - ampliem a concessão de recursos para o financiamento, já que, na avaliação do presidente da Abraciclo, "os bancos privados já informaram que não dá para expandir" o crédito.

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