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Para CNI, medidas devem aumentar a competitividade

18:50 | 18/06/2014
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson de Andrade, avaliou que as medidas anunciadas nesta quarta-feira, 18, pelo governo vão ajudar a indústria brasileira e favorecer a competitividade. "O pacote pode fazer que investimentos do setor no Brasil voltem com confiança", afirmou.

O executivo destacou como positivos a renovação do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) até o fim de 2015 e os porcentuais de conteúdo local em licitações do governo. "O aumento da margem de preferência (para empresas brasileiras) para um índice único de 25% é importante porque muitos setores não tinham condição de competir com a Ásia", completou.

Andrade avalia ainda que a lei de biodiversidade que a presidente Dilma Rousseff vai enviar ao Congresso e o programa Brasil sem Burocracia também terão repercussão muito positiva entre os empresários.

Ao ser questionado sobre a eficácia de medidas anunciadas pelo governo, Andrade disse que não eram "tímidas". "Essas medidas tomadas hoje são importantes para que a indústria possa investir."

Apesar da afirmação, ele cobrou que próximas decisões do governo para a iniciativa privada sejam tomadas com mais rapidez e listou setores que esperam ações do governo para se recuperar: máquinas e equipamentos, têxtil, químico, álcool e açúcar. "Esses setores vão precisar de medidas específicas", observou, ressaltando que a CNI apresentou essas ações à Dilma.

A CNI também espera que o Programa de Sustentação de Investimentos (PSI), prorrogado até o final de 2015, venha com juros mais baixos que o atual. A entidade diz que pequenas empresas pagam juros de 4,5% para acessar o programa e sobre as médias e grandes companhias a taxa é de 6%. A previsão é de que com a inflação no patamar atual, seja necessário reduzir essas taxas para menos de 4,5% para todas as faixas de faturamento. "Temos de trabalhar para que o PSI do ano que vem seja mais baixo do que esse ano", disse.

Criado em 2009 para conter a crise financeira global, o PSI já desembolsou R$ 283 bilhões até abril deste ano com juros subsidiados pelo Tesouro. As taxas de juros operadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), operador do PSI, variam hoje entre 3% e 6%. O banco de fomento já desembolsou R$ 25 bilhões até abril, dos R$ 50 bilhões previstos para 2014.

Sobre a nova tabela do programa de refinanciamento de dívidas fiscais (Refis) anunciada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, Andrade disse que tem aval do setor produtivo e atende a demanda da iniciativa privada.

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