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FGV apura maior dificuldade de empresas investirem

09:00 | 13/06/2014
A percepção das empresas do setor industrial em relação aos investimentos em capital fixo piorou na comparação com o ano passado. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o porcentual de empresas que apontam algum tipo de dificuldade aumentou de 46% para 49% entre 2013 e 2014. Este é o maior nível desde 2009 (87%), período em que os investimentos foram afetados pela crise internacional.

Entre as empresas que percebem entraves à realização de investimentos, o fator mais lembrado foi a limitação de recursos, mencionada por 45% das companhias. No ano passado, 39% das indústrias citaram esse obstáculo. O segundo principal fator inibidor de investimentos foram as incertezas sobre o nível de demanda, apontadas por 37% das empresas. A proporção é superior aos 31% de 2013 e a maior desde 2009 (50%).

A carga tributária elevada vem na sequência, citada por 36% das empresas, de 37% no ano passado. Já o custo de financiamento tornou-se mais problemático para os investimentos em relação a 2013. A fatia das empresas que listaram essa questão passou de 22% para 28% em 2014.

Por três anos consecutivos a taxa de retorno inadequada é apontada por 22% das empresas, mantendo-se no maior patamar da série histórica, iniciada em 2004. Segundo a FGV, os empresários poderiam responder à pergunta listando quantos fatores julgassem coerentes com a situação da indústria.

A Sondagem de Investimentos é um levantamento estatístico trimestral que fornece sinalizações sobre o rumo dos investimentos produtivos na indústria de transformação. A coleta de dados para a sondagem divulgada hoje se deu entre 14 de abril e 30 de maio. Foram ouvidas 630 empresas, cujo faturamento anual, somado, é de R$ 555 bilhões.

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