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Banco do bloco facilitará entrada no Brasil no mercado africano

Para economista da FGV, o Brasil tem intereses na área de infraestrutura na África

15:13 | 13/06/2014

Focado em projetos de infraestrutura, o Banco dos Brics receberá U$ 10 milhões de cada um dos países do bloco: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Na avaliação da economista da área de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia (FGV/Ibre), Lia Valls, a criação do banco representa um facilitador para o Brasil entrar de forma mais efetiva no mercado africano.

 

“O Brasil tem interesses na África na questão de infraestrutura física, ou seja, estradas e construção. Nós já temos uma presença nos países africanos de língua portuguesa, assim como a China. Então, o Banco dos Brics pode ajudar a costurar mais projetos de cooperação técnica entre Brasil e China”, ela diz.


A economista diz, no entanto, que apesar de o aporte de recursos no banco ser igual, entre os membros, “ainda não está claro como os projetos serão divididos depois – a ideia é ter um banco mais preocupado com questões de desenvolvimento”. Apesar de o Brasil ser o único país latino no grupo, a América do Sul também pode ser beneficiada economicamente pelo banco.

O projeto de Iniciativa de Integração da Infra-estrutura Regional Sul-americana (IIRSA) – que pretende desenvolver as áreas de transporte, energia e telecomunicações da região, por exemplo – pode ser potencializado pelo Banco dos Brics. “Já que o foco do banco são projetos de infraestrutura e a América do Sul está focada em integração física para desenvolver a integração econômica entre os países latinos, a região só tem a ganhar com isso”, ressalta a economista.

Redação O POVO Online

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