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Inflação já reflete atividade econômica fraca, diz Mauá

11:00 | 21/05/2014
A desaceleração do grupo Serviços em maio, que foi um pouco mais da metade da taxa de abril, no âmbito do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), indica que a atividade enfraquecida começa a se refletir na inflação. A avaliação foi feita nesta quarta-feira, 21, ao Broadcast, serviço de informações da Agência Estado, pelo economista-chefe da Mauá Sekular Investimentos, Alessandro del Drago. "Uma hora tinha de começar a bater. Vimos a pesquisa mensal do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)", avaliou, ao referir-se ao levantamento do IBGE, divulgado na terça-feira, 20, segundo o qual a receita nominal de Serviços avançou 6,8% em março em relação ao mesmo mês do ano passado, sendo o pior resultado desde agosto de 2013. Conforme a instituição, a inflação de serviços passou de 0,54% em abril para 0,24% em maio.

Na avaliação do economista, as aberturas de núcleos do IPCA-15 de maio, que atingiu 0,58% ante 0,78% em abril, sinalizam que a inflação começa a dar sinais de alívio. "Tivemos os núcleos recuando um pouco na margem. O índice de difusão também diminuiu", ressaltou. Segundo ele, a média dos núcleos no IPCA-15 de maio ficou menos pressionada, em torno de 0,50%, após 0,56% anteriormente. Já o indicador de difusão foi de 67,4%, depois de 72,9%. A expectativa da Mauá Sekular era de IPCA-15 com alta de 0,60%. O dado divulgado pelo IBGE veio dentro das expectativas do AE Projeções (de 0,45% a 0,62%, com mediana de 0,55%).

De acordo com del Drago, a alta menos intensa do IPCA-15 deste mês reforça a percepção de um IPCA fechado mais baixo no encerramento de maio, na faixa de 0,55%. Ainda assim, se a taxa for confirmada, será maior do que a de 0,37% apurada em maio de 2013.

Conforme o economista, a descompressão recente dos preços no atacado tende a refletir mais no IPCA nas próximas leituras, mas a taxa acumulada em 12 meses deve permanecer elevada, dada a base de comparação do ano passado ser mais baixa. No acumulado em 12 meses até maio, o IPCA-15 ficou em 6,31% (de 6,19%). "A inflação mensal, sim, deve diminuir, mas a do ano, não. Tanto que mantemos nossa projeção de 6,30% (para o dado fechado de 2014)", afirmou, completando que o resultado do IPCA-15 de maio corrobora a ideia de manutenção da taxa básica de juros em 11,00% na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que acontece na semana que vem.

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