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Grupo alimentos puxou alta do IPCA-15 em maio, diz IBGE

09:50 | 21/05/2014
O menor ritmo de crescimento nos preços dos alimentos contribuiu para a desaceleração da alta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) na passagem de abril para maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O grupo Alimentação e bebidas reduziu a alta de 1,84% em abril para 0,88% em maio. No mesmo período, o IPCA-15 passou de 0,78% para 0,58%.

 

Apesar da desaceleração de alta, o grupo Alimentação e bebidas ainda deu a maior contribuição para o IPCA-15 de maio, o equivalente a 0,22 ponto porcentual da taxa de inflação de 0,58% verificada no mês. Em abril, os alimentos tinham respondido por 0,45 ponto porcentual da inflação de 0,78% registrada no mês.

 

Ficaram mais baratos em maio a farinha de mandioca (-4,21%), hortaliças (-3,90%) e frutas (-1,04%). Ao mesmo tempo, subiram menos itens como a batata inglesa (de %2b26,96% em abril para %2b13,75% em maio), leite longa vida (de %2b5,70% para %2b2,28%), feijão carioca (de %2b12,75% para %2b1,50%), tomate (de %2b14,80% para %2b1,42%) e carnes (de %2b2,83% para %2b0,45%).

 

Energia elétrica

 

Os aumentos nas tarifas de energia elétrica e nos preços dos remédios no mês de maio fizeram com que somente esses dois itens respondessem por quase um terço da inflação no mês medida pelo IPCA-15. Juntos, contribuíram com 0,17 ponto porcentual para a taxa de 0,58% do IPCA-15 de maio.

 

As tarifas de energia elétrica subiram 3,76% no mês, o equivalente a um impacto de 0,10 ponto porcentual, o mais elevado no IPCA-15 de maio. Na região metropolitana de Belo Horizonte, a alta chegou a 13,67%, em função do reajuste de 14,24% em vigor desde 8 de abril. Em Fortaleza, a energia ficou 10,26% mais cara, devido ao reajuste de 16,55% a partir do dia 22 de abril. Em Salvador, a tarifa subiu 10,25% após o reajuste de 14,69% em 22 de abril.

 

No Recife, a tarifa aumentou 8,08%, devido ao reajuste de 17,69% em 29 de abril, enquanto Porto Alegre teve elevação de 6,72%, em função do reajuste de 28,86% em uma das concessionárias a partir de 19 de abril. Nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro (1,67%) e de Belém (1,53%), as tarifas ficaram mais caras como consequência decorrentes do aumento de impostos (PIS/Pasep/Cofins).

 

O segundo maior impacto sobre o IPCA-15 do mês foi o dos remédios, que ficaram 2,10% mais caros, o equivalente a uma contribuição de 0,07 ponto porcentual para a inflação. A alta refletiu parte do reajuste autorizado em 31 de março, entre 1,02% e 5,68% de acordo com o medicamento. Como resultado, as despesas com Saúde e Cuidados Pessoais (1,20%) e Habitação (1,19%) registraram em maio as maiores variações entre os grupos pesquisados.

 

Transportes

 

O grupo Transportes registrou deflação em maio, dentro do IPCA-15 de maio. As despesas das famílias com transportes recuaram 0,33% no mês, após a alta de 0,54% registrada em abril. As passagens aéreas ficaram 21,26% mais baratas, o que resultou na maior contribuição negativa para a inflação do mês, um impacto de -0,11 ponto porcentual. Os preços dos combustíveis também caíram: o etanol recuou 1,13%, enquanto a gasolina teve redução de 0,03%. Em maio, o grupo Transportes teve impacto negativo de 0,06 ponto porcentual sobre o IPCA-15 do mês.

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