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Caixa quer manter cota de mercado em crédito imobiliário

12:00 | 02/05/2014
A Caixa Econômica Federal não trabalha com a perspectiva de reduzir o seu market share em crédito imobiliário neste ano, que tem oscilado entre 68% e 69%, segundo o presidente do banco, Jorge Hereda. Entre os anos de 2007 e 2008, de acordo com ele, a hipótese foi cogitada, mas de lá para cá a Caixa não perdeu fatia "importante" no segmento.

"Não estamos planejando perder market share este ano. Mas não acho isso o mais importante e sim o fato de fazermos o que pretendemos fazer. Se tiver mais agentes do mercado querendo comprar briga de crescer em crédito imobiliário são bem-vindos", afirmou Hereda, em coletiva de imprensa, nesta manhã, após participar da abertura do décimo feirão de imóveis.

O maior apetite dos bancos privados, na visão do presidente da Caixa, em ofertar recursos para a compra de imóveis bem como em consignado, segmentos mais seguros para se emprestar, é normal e necessário. Ele disse ainda que essas instituições precisam investir em aumentar mais a oferta de recursos no segmento imobiliário que ultrapassou 8% de participação no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Hereda, contudo, fez críticas em relação à avaliação de analistas do mercado sobre a atuação da Caixa em relação aos bancos privados. "Quando os bancos privados se propõem a crescer a oferta de crédito imobiliário a 30%, 40% é normal quando é a Caixa é porque não deveria ser feito", reclamou ele.

Para este ano, a Caixa espera que as concessões em crédito imobiliário cresçam em torno de 14% ante 2013 para um montante de R$ 155 bilhões, segundo Hereda. Já a carteira de crédito do banco, conforme ele, deve expandir-se entre 20% e 22%.

"Nossa carteira de crédito imobiliário vai ter crescimento compatível e coerente com a nossa capacidade de originação. Continuamos sendo o banco da habitação e o líder neste mercado", afirmou o presidente da Caixa.

Banco Pan

A Caixa está satisfeita com a parceria com o Banco Pan (ex-Panamericano), no qual é acionista controladora juntamente com o BTG Pactual, mas a instituição precisa adequar sua estrutura de capital para continuar crescendo sua produção de crédito, segundo Hereda. A capitalização do Pan está em discussão, conforme ele, e contempla várias alternativas como a aquisição da seguradora da instituição, como antecipou o Broadcast na última quarta-feira.

"O Banco Pan está no caminho certo, se reestruturou, mas para continuar na trajetória de aumento de sua produção de crédito precisa de suporte de investimento. A parceira da Caixa com o Pan é muito importante", disse Hereda, em coletiva de imprensa, nesta manhã.

Ele não deu detalhes das possíveis alternativas para capitalizar o Pan nem ao menos falou em valores. Disse apenas que a Caixa quer aumentar as parcerias que possui com o banco a exemplo da feita recentemente para a oferta de crédito a veículos.

Na quarta-feira passada, o Broadcast antecipou que a Caixa e o BTG estudavam a aquisição da seguradora do Pan como uma das alternativas para capitalizá-lo, mas que ainda assim um aporte de recursos de até R$ 1 bilhão poderia ocorrer. O negócio é avaliado entre R$ 600 milhões e R$ 700 milhões por analistas de mercado, mas pode ser inflado, conforme uma fonte, uma vez que a aquisição não tem objetivo estratégico.

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