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Setor da construção pedem reforma na política econômica

11:50 | 23/04/2014
Insatisfeitos com o desempenho da economia, representantes de associações do setor da construção civil no País lançaram, nesta quarta-feira, 23, um manifesto com pedidos de reforma na política econômica do País, além de reivindicações específicas para o mercado imobiliário. Entre as principais bandeiras está a transformação do Minha Casa, Minha Vida em uma política permanente de Estado, em vez de um programa passageiro de governo.

O Minha Casa, Minha Vida está em sua segunda fase, que vai até fim deste ano. O futuro do programa habitacional em 2015, porém, ainda é incerto. O governo federal já disse que fará uma terceira fase, mas não definiu suas metas. Além disso, uma possível mudança no governo após as eleições aumenta as dúvidas sobre como o programa será tocado no ano que vem.

"Não é possível tomar decisões de investimento com políticas públicas que oneram excessivamente o setor privado, além de políticas que não se mostram permanentes", consta em trecho do manifesto lido há pouco pelo mestre de cerimônia do Constru BR, congresso que reúne empresários, associações e autoridades públicas.

O documento foi assinado inicialmente pelos presidentes do Sindicato da Indústria da Construção de São Paulo (Sinduscon-SP), Sérgio Watanabe, e da Associação Brasileira da Indústria da Construção (Abramat), Walter Cover, durante abertura do congresso. A intenção é reunir o apoio de outras participantes do evento e em seguida encaminhar o documento para representantes do governo federal, governos estaduais e prefeituras.

A abertura do evento contou também com a presença do presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Simão, e do presidente da Federação das Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. O governador paulista, Gerado Alckmin, e o prefeito da cidade, Fernando Haddad, foram convidados, mas não compareceram, limitando-se a enviar representantes.

Dentre os itens que constam no manifesto está o pedido para que a inflação anual seja reduzida da faixa de 5,0% a 6,0% para 3,0% nos próximos 10 anos, além do pedido para que a carga tributária seja cortada de 36,5% para 25% do Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos 15 anos. O documento também cobra o fim da bitributação do ICMS e do ISS, revisão da legislação trabalhista, manutenção das desonerações na folha de pagamentos e simplificação na cobrança de impostos, dentre outros itens de uma extensa lista. "O clima é de incerteza devido à falta de reformas por parte do governo", destaca outro trecho do manifesto.

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