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Preço do querosene de aviação cai 4% em março, diz Iata

13:20 | 07/04/2014
Os preços do querosene de aviação (QVA) tiveram queda de 4% em março, na comparação com fevereiro, para US$ 121 por barril, acompanhando a leve queda no barril do petróleo. Apesar disso, os níveis de preço permanecem dentro no patamar dos últimos três anos, comentou a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), em seu boletim financeiro divulgado nesta segunda-feira, 07. Conforme a entidade, os preços do QVA vêm sendo negociados em uma faixa alta e apertada desde o início de 2011, com média de US$ 127/barril durante o período.

A Iata lembrou que, embora as condições de demanda continuem melhorando, consistente com a recuperação do crescimento da economia global, os preços do petróleo caíram nas últimas semanas diante da expectativa de que a oferta pode aumentar com a abertura dos portos da Líbia, que ficaram fechados nos últimos oito meses.

Os gastos com combustível representam o principal custos das empresas aéreas, perto de 40% do total.

No final de março, o presidente da Gol, Paulo Sérgio Kakinoff, disse que a companhia trabalhava com pressão adicional de custos de combustível em 2014, em relação ao estimado no final do ano passado, tendo em vista que o preço do querosene de aviação estava aumentando em um nível superior ao previsto inicialmente.

A companhia anunciou, na ocasião, que trabalhava com uma estimativa para o preço médio do querosene de aviação (QVA) este ano de R$ 2,85 por litro a R$ 2,70 por litro, acima dos R$ 2,39/litro verificados na média de 2013.

A pressão adicional do preço do combustível é um dos motivos que levou a empresa a revisar para baixo suas projeções para sua oferta neste ano. No terceiro trimestre de 2013, a companhia havia indicado que manteria sua oferta doméstica estável em 2014; em fevereiro, indicou que a oferta ficaria entre a estabilidade e uma redução de 3% e por ocasião da divulgação dos resultados do quarto trimestre, indicou uma redução de 1% a 3%.

Já o grupo Latam indicou que trabalha com preço médio de combustível de US$ 120 por barril para o ano de 2014. A companhia prevê uma oferta entre 1% maior e 1% menor para o ano, sendo que a oferta doméstica brasileira, operada pela TAM, deve permanecer estável.

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