PUBLICIDADE
Notícias

Operadores correm para se adequar à nova realidade

07:20 | 21/04/2014
Para compensar a queda na movimentação de contêineres, alguns terminais estão apostando em novos serviços para incrementar a receita. Um deles é a integração logística, em que a empresa cuida do transporte da carga do cliente desde a saída do navio até a entrega na porta da empresa. Tanto Santos Brasil como Libra têm essas opções no portfólio.

O diretor comercial da Santos Brasil, Mauro Salgado, afirma que, há algum tempo, a empresa se prepara para esse momento de maior concorrência e perda de mercado. Além de manter a qualidade dos serviços no terminal, a companhia decidiu oferecer mais opções de transporte. "Compramos a (empresa de logística) Mesquita em 2007 para melhorar o atendimento aos nossos clientes. Fazemos o transporte rodoviário, o esvaziamento do contêiner e a armazenagem. A ideia é oferecer razões para que ele continue trabalhando com a gente."

A Libra Terminais também tem unidades voltadas para armazenagem e gestão de transporte intermodal até o terminal marítimo ou gestão da entrega da mercadoria importada até o destino final. A empresa tem armazéns alfandegados e unidades de gestão de transportes em Campinas, Uberlândia, Santos e Cubatão. Outra oportunidade de negócios é a cabotagem. Com mais espaços nos terminais, as grandes empresas de navegação podem descarregar os contêineres em Santos e depois uma outra companhia faz a distribuição pela costa brasileira. "Hoje, com o nível de ocupação mais baixo, o volume de transbordo está entre 30% e 40% acima do verificado no ano passado", diz Salgado.

Nesse mercado, no entanto, a Santos Brasil terá de concorrer novamente com a Embraport. O terminal também tem três linhas voltadas para cabotagem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

TAGS