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Rosenberg: desemprego deve continuar entre 5% e 5,2%

11:30 | 27/03/2014
A taxa de desemprego de 5,1% em fevereiro, a mais baixa para o mês desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), não surpreendeu a economista-chefe da Rosenberg & Associados, Thaís Zara. Ela espera que, no primeiro semestre do ano, a taxa varie entre 5% e 5,2%, podendo ter leve alta no segundo semestre.

"Em fevereiro, a taxa de desemprego ficou 0,5 ponto porcentual abaixo da registrada no mesmo mês do ano passado, igual ao que aconteceu em janeiro ante janeiro de 2013", destacou Thaís. "Mesmo que no segundo semestre tenhamos um resultado um pouco mais alto, que chegue próximo de 5,5%, não é nenhum resultado catastrófico", afirmou. De acordo com a economista, para que seja observado um impacto relevante no cenário, seria necessário que a taxa superasse o patamar de 6%.

O que pode sinalizar uma taxa de desemprego maior à frente, na visão dela, é a combinação entre o não crescimento da taxa de variação da população ocupada e a queda na população economicamente ativa (PEA), na comparação com o ano passado. Em fevereiro deste ano, a PEA caiu 0,5% ante fevereiro de 2013 e a população ocupada ficou estável. Já a população desocupada subiu 6,9% de janeiro para fevereiro, mas caiu 8,3% ante fevereiro de 2013.

O rendimento médio real dos trabalhadores registrou variação positiva de 0,8% em fevereiro ante janeiro e aumento de 3,1% na comparação com fevereiro de 2013. Na visão da economista, o resultado mostra que há continuidade na "pequena evolução do rendimento mês a mês, nada surpreendente". "Por enquanto, em parte o ganho de rendimento real está refletindo as taxas de inflação relativamente baixas, não tem nenhum grande impacto inflacionário."

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