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Matérias-primas aceleram IGP-10 em março, segundo a FGV

09:10 | 17/03/2014
Os preços das matérias-primas brutas no atacado puxaram para cima o Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) de março. Entre os destaques, estão a alta de 2,83% no preço da soja, que em fevereiro registrou uma retração de 8,66%, e do café em grão, que subiu 26,11%, contra uma alta de 6,37% no mês anterior.

O índice de matérias-primas brutas fechou em alta de 2,29% em março, depois de cair 0,93% Em fevereiro. Os bens finais também aceleraram na passagem do mês, com alta de 1,61%, depois de subir apenas 0,01% em fevereiro. Esse comportamento foi influenciado principalmente pelos alimentos in natura, com alta de 11,22%, contra uma retração de 1,82% apurada no mês anterior.

O índice do grupo Bens Intermediários registrou variação de 1,15%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,97%. O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, registrou variação de 1,23%. No mês anterior, foi registrada variação de 0,84%.

Os bens intermediários aceleraram o ritmo em março, passando de alta de 0,97% em fevereiro para uma elevação de 1,15%. "Dois dos cinco subgrupos apresentaram aceleração, com destaque para materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa de variação passou de 0,72% para 1,41%", informou a Fundação Getulio Vargas (FGV), em nota.

Com essa combinação de resultados, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10) subiu 1,65% em março, acelerando frente a alta de 0,17% registrada no mês anterior.

Consumidor

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,70%, em março, ante 0,82%, em fevereiro. A desaceleração dos preços ao consumidor limitou uma alta maior da taxa do IGP-10 de março. Isso porque o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) subiu 0,70%, ante 0,82% em janeiro. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. O principal retração veio do grupo Educação, Leitura e Recreação (3,25% para -0,02%)

Também aceleraram os grupos Despesas Diversas (2,98% para 0,54%), Habitação (0,81% para 0,61%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,59% para 0,39%). As maiores contribuições para estes movimentos partiram dos itens: cigarros (6,20% para 0,52%), eletrodomésticos (1,62% para 0,11%) e salão de beleza (1,19% para 0,48%), respectivamente.

Construção

Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) também desacelerou em março, com alta de 0,31%, contra os 0,70% apurados em fevereiro. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços subiu 0,61%, contra avanço de 0,60% no mês anterior. O custo da Mão de Obra subiu 0,04%, de 0,79%, no mesmo período.

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