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IBGE: cresce número de inativos que não procuram emprego

11:50 | 27/03/2014
O número de pessoas economicamente não ativas que não buscam emprego porque não têm interesse em trabalhar aumentou 1,2% em fevereiro em relação a janeiro, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quinta-feira, 27. Essa população alcançou 17,057 milhões de indivíduos no segundo mês do ano, o equivalente a 90,17% dos inativos existentes no período. Em janeiro, o número de pessoas que não procurava trabalho por falta de interesse em trabalhar era de 16,863 milhões de pessoas.

"O que essa população não economicamente ativa está mostrando é que são pessoas que não trabalham e não procuram, elas não estão pressionando o mercado de trabalho. O que a gente vem observando é o crescimento da fatia das pessoas que não estão exercendo pressão sobre o mercado de trabalho por uma opção", disse Adriana Beringuy, técnica da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.

O aumento da população inativa tem contribuído para manter a taxa de desemprego em mínimas históricas. A população não economicamente ativa aumentou 3,8% em fevereiro em relação ao mesmo mês do ano passado, o equivalente a 686 mil pessoas migrando para a inatividade no período. Ao mesmo tempo, a criação de vagas ficou estatisticamente estável, com a abertura de apenas dois mil novos postos de trabalho.

Pressão

A menor pressão das pessoas em busca de trabalho explica a menor taxa de desemprego verificada no País para um mês de fevereiro, informou Adriana. A taxa de desemprego passou de 4,8% em janeiro para 5,1% em fevereiro. No entanto, em fevereiro de 2013 essa taxa ficou em 5,6%.

Em relação a janeiro, houve aumento na pressão sobre o mercado de trabalho de pessoas em busca de emprego, ao mesmo tempo em que não houve geração de novas vagas. "Essa pressão excessiva não foi atendida por geração de postos. Ou seja, mais pressão sem geração de postos fez com que a taxa aumentasse na comparação mensal", apontou Adriana. "Na comparação anual, ainda que não houvesse geração de postos, não houve pressão significativa de pessoas demandando trabalho. Então essa menor pressão sobre o mercado de trabalho contribuiu para que a taxa na comparação anual fosse de redução", acrescentou.

Segundo a técnica do IBGE, o cenário do mercado de trabalho verificado em fevereiro ainda é semelhante ao registrado em janeiro, com aumento na taxa de desemprego no mês por um aumento na procura por emprego, mas, no ano, há redução na taxa como consequência da menor procura por trabalho.

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