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BID: Fluxo de capital para emergentes será mais baixo

11:10 | 29/03/2014
O fluxo de capitais para os países emergentes, especialmente na América Latina, deve se estabilizar em um nível mais baixo em relação ao passado recente, mas não deve haver uma reversão na entrada de dólares para essas economias, disse Charles Collyns, economista-chefe do Institute of International Finance (IIF), em palestra no Fórum Econômico sobre a América Latina do IIF, neste sábado, na Bahia.

No caso do Brasil, ele diz que o País precisa avançar em reformas para oferecer oportunidades para que o setor privado invista em infraestrutura, à medida que o cenário para os preços das commodities não é tão positivo quanto no passado.

Segundo ele, o mundo caminha para a normalidade, em termos de política monetária, com o Federal Reserve retirando estímulos. Ainda assim, a recuperação global não está livre de incertezas, que podem afetar o fluxo de capitais.

A primeira dessas incertezas depende diretamente de quão forte a economia dos Estados Unidos se recuperará e da velocidade da normalização da política monetária do Fed. Os EUA mostram sinais de melhora, apesar dos efeitos negativos do inverno rigoroso e também de ajustes necessários nos estoques das companhias. Além disso, a questão fiscal parece um risco menor.

A grande dúvida sobre os EUA ainda é a perspectiva para as companhias, especialmente os investimentos, que vêm desapontando as projeções nos últimos anos. Além disso, é preciso ficar atento ao mercado de trabalho, diz.

Outro aspecto importante é a capacidade de a China manter o crescimento, em meio às reformas para ampliar o consumo interno. Os dados recentes mostram desaceleração, mas os sinais são de que o governo permanece comprometido em oferecer condições fiscais e monetárias para manter o crescimento.

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