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Mauá: PIB não muda percepção de trimestre mais fraco

14:40 | 27/02/2014
O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,7% no quarto trimestre em 2013 na margem, acima do esperado, não alterou a percepção de que a economia brasileira ainda precisa de tração, na opinião do economista-chefe da Mauá Sekular, Alessandro del Drago. "O número veio mais forte, mas não em todas as aberturas. A grande surpresa foi a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que subiu 0,3%. Foi um desvio grande em relação às expectativas", disse.

A previsão da Mauá para a FBCF era de uma queda de 2,5%. "Tinha gente que fez a conta no detalhe com números ainda menores", complementou. Na avaliação de Drago, dentro dessa variável, a parte de insumos para a construção civil veio em linha com o esperado. "Parece que o que surpreendeu foram máquinas e equipamentos."

Na visão do economista, a alta do investimento foi uma boa notícia, "mas não conversa com outros indicadores de atividade" acompanhados pela instituição. "Continuamos tendo contribuição negativa dos estoques para a economia. Os números da FGV mostram que seguem elevados e acima do esperado. A situação deve permanecer assim nos próximos meses", avaliou.

Dados os fatores que considera como pontuais a amparar o PIB do quarto trimestre divulgado hoje, Drago afirma que permanece com expectativa de um primeiro trimestre de 2014 ainda fraco. "Não mudou nada. Continuo com expectativa de um primeiro trimestre perto do nulo", disse, reforçando que prevê reversão desse quadro benigno do final do ano passado. Em seus cálculos, a economia deve crescer apenas 0,1% entre janeiro e março, na margem.

O crescimento de 0,7% do PIB no quarto trimestre ante o trimestre anterior veio acima do teto das estimativas coletadas pelo AE Projeções, de 0,55%. A Mauá Sekular esperava alta de 0,10%.

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