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Gabrielli defende reajuste do preço da gasolina

18:25 | 19/09/2013
O secretário do Planejamento da Bahia e ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou que é preciso ajustar o preço interno da gasolina, mesmo que a decisão tenha impacto inflacionário. Ele não comentou qual prazo isso poderia acontecer.

"Do ponto de vista setorial tem que haver equilíbrio. A Petrobras vende gasolina pura a cerca de R$ 1,20 por litro. Muito abaixo do preço internacional de hoje", declarou com exclusividade ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, após sua participação no Fórum Estadão Regiões - Nordeste, nesta quinta-feira, 19.

Ele explicou que desde 2009 o consumo de gasolina cresceu 41%, com refinarias operando a mais de 90% e um alto volume de importação da matéria-prima. "O fato de importar mais gasolina tem que levar em conta que a aderência do preço doméstico ao preço internacional tem que se maior. Não pode por muito tempo manter o preço doméstico abaixo do nacional. Isso reflete negativamente sobre o caixa da Petrobras, na situação dramática na balança comercial e até inibe a expansão da produção de álcool", declarou.

Espionagem

Gabrielli reiterou sua opinião sobre a tentativa da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) de espionar a Petrobras. "É abominável e a presidente Dilma Rousseff tomou uma atitude importante em adiar sua viagem aos Estados Unidos, demonstrando indignação sobre o tema", falou. Ele diz não acreditar que a agência conseguiu chegar até a área de segurança da petroleira, "mas o simples ato de tentar deve ser condenado e ter uma reação enérgica da diplomacia brasileira".

O secretário e ex-presidente da Petrobras também afirmou que pode existir um efeito negativo da espionagem na primeira rodada do pré-sal, em outubro. Porém, não acredita que houve o acesso a alguma informação sigilosa muito importante sobre a área de Libra, para que os Estados Unidos saíssem em vantagem na disputa.

Sobre o leilão em si, Gabrielli fez críticas ao valor do bônus de entrada. "O bônus de entrada e o mínimo do óleo que vai ser partilhado estão relacionados. O governo decidiu um bônus de entrada de R$ 15 bilhões e o porcentual de 41% do lucro óleo futuro. Se o bônus de entrada fosse menor, provavelmente a proporção do lucro óleo seria maior", disse.

Para ele, há um exagero no valor. "Ele resolve o problema do superávit fiscal, de curto prazo, mas vai diminuir a proporção do lucro óleo futuro que o leilão permitiria ao governo brasileiro", ressaltou.

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