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Copom projeta inflação acima da meta para 2013 e 2014

09:24 | 05/09/2013
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central informou nesta quinta-feira, 5, por meio da Ata de sua última reunião, em 28 de agosto, que todas as projeções feitas para a inflação de 2013 e de 2014 seguem acima do centro da meta de 4,5% determinada para os dois anos calendários independentemente do cenário utilizado.

Pela primeira vez, o documento traz também uma projeção para 2015. Para o segundo trimestre daquele ano, a estimativa do BC para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) também segue acima de 4,5%. O BC não informou, porém, a estimativa para os primeiros três meses de 2015.

No cenário de referência, de acordo com a Ata, a projeção para a inflação de 2013 se manteve estável em relação ao valor considerado na reunião do Copom de julho. Portanto, permanece acima da meta de 4,5% fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

No cenário de mercado, que leva em conta as trajetórias de câmbio e de juros coletadas pelo BC com analistas de mercado às vésperas da reunião do Copom, a projeção de inflação para 2013 elevou-se em relação ao valor considerado na reunião de julho. Neste caso, também permanece acima da meta para a inflação.

Para 2014, no cenário de referência, a projeção de inflação se manteve estável em relação ao valor considerado na reunião do Copom de julho e aumentou no cenário de mercado - nos dois casos, está acima da meta de 4,5%.

A Ata repetiu o documento anterior sobre a questão cambial. Desta vez, o Copom "avalia que a depreciação e a volatilidade da taxa de câmbio verificadas nos últimos trimestres ensejam uma natural e esperada correção de preços relativos. Para o Comitê, esses movimentos nos mercados domésticos de divisas, em certa medida, refletem perspectivas de transição dos mercados financeiros internacionais na direção da normalidade, entre outras dimensões, em termos de liquidez e de taxas de juros. Importa destacar ainda que, para o Comitê, a citada depreciação cambial constitui fonte de pressão inflacionária em prazos mais curtos. No entanto, os efeitos secundários dela decorrentes, e que tenderiam a se materializar em prazos mais longos, podem e devem ser limitados pela adequada condução da política monetária."

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