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Taxas de juros iniciam 2013 praticamente estáveis

09:10 | 14/02/2013
A taxa de juros média mensal cobrada dos consumidores e das empresas iniciou 2013 praticamente estável, de acordo com pesquisa, divulgada na quarta-feira (13), pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). A taxa média geral para pessoas físicas ficou em 5,43% ao mês em janeiro, 0,01 ponto porcentual abaixo da registrada em dezembro. Com a ligeira queda, a taxa renovou, pelo sexto mês consecutivo, o piso da série histórica da pesquisa, iniciada em 1995.

Das seis linhas de crédito ao consumidor pesquisadas pela Anefac, duas apresentaram queda em janeiro na comparação com dezembro de 2012; juros do comércio, que recuaram de 4,06% para 4% ao mês, e do cheque especial, de 7,82% para 7,77% ao mês. As taxas médias de três linhas se mantiveram inalteradas em relação ao mês anterior: cartão de crédito rotativo (9,37% ao mês), empréstimo pessoal em bancos (2,93%) e empréstimo pessoal em financeiras (6,96%).

A única linha que apresentou juros mais altos foi a de financiamento de veículos. A taxa passou de 1,52% ao mês, em dezembro, para 1,54%, em janeiro. Para a pessoa jurídica, a taxa média geral ficou inalterada, em 3,07% ao mês. Por linha de crédito a empresas, das três que fazem parte da pesquisa, a taxa de juros média da conta garantida sofreu redução de 2 pontos porcentuais, para 5,55% ao mês em janeiro, enquanto capital de giro subiu 4 pontos porcentuais, para 1,45%. Ja a taxa para desconto de duplicatas se manteve inalterada em 3,07% ao mês em janeiro.

Para Miguel Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Anefac e coordenador da pesquisa, a expectativa é de que as taxas de juros voltem a ser reduzidas nos próximos meses, mesmo com a perspectiva de que o Banco Central mantenha estável a taxa básica de juros da economia (Selic) no curto prazo. Entre as razões apontadas por Oliveira estão a melhora do ritmo da economia brasileira e a maior competição no sistema financeiro após os bancos públicos promoverem reduções em suas taxas de juros. Além disso, ele ressalta a expectativa de redução dos índices de inadimplência, um dos principais componentes do chamado spread bancário (a diferença entre a remuneração que o banco paga para captar recurso e o quanto esse banco cobra para emprestar o mesmo dinheiro).

Apesar da redução registrada desde meados de 2011, a taxa anual ainda é alta para padrões internacionais. No cartão de crédito rotativo, a taxa média chegou a 192,94% ao ano em janeiro, enquanto no cheque especial ficou em 145,46% ao ano. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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