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Mercado brasileiro de beleza supera informalidade e já é o terceiro em importância

12:11 | 14/02/2013
O mercado brasileiro de beleza está em terceiro lugar no mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos e o Japão. A profissão de cabeleireiro normalmente nascia na informalidade, por influência de alguém da família que atuava na área.

A arte no mercado da beleza

Há pelo menos cinco anos, um número expressivo de pessoas sem opção de trabalho resolveu entrar nesse mercado devido ao retorno rápido e à fácil capacitação. A explicação foi dada por Carlos Oristânio, coordenador do curso de estética e cosmética da Universidade Cruzeiro do Sul, primeira instituição no estado de São Paulo a ter um curso de graduação voltado para a área.

De acordo com Oristânio, um dos grandes desafios desse ramo é a qualificação da força de trabalho. “Há dez, 15 salões em cada quarteirão. Esses profissionais sabem a profissão, mas não são bem qualificados”, afirma. Os cursos de graduação em formação profissional de cabeleireiro, ajudam os alunos a saírem formados não só na área técnica, mas também como gestores.

Segundo Oristânio, com a existência de uma universidade, as escolas e os centros técnicos começaram a melhorar seus cursos e a qualificação dos alunos. “O momento do mercado é de melhoria da qualificação das pessoas, que estão tendo mais interesse nisso. Até porque há uma cobrança maior dos próprios clientes”.

De acordo com o coordenador do curso, antes da universidade os interessados iam às escolas e passavam por três passos - o lavatório, as tesouras e os tipos de corte, “Quando fazia isso, formava esse cabeleireiro. Hoje, isso não é suficiente. Há vários artigos científicos que mostram a evolução da profissão”.

Na avaliação da coordenadora administrativa do Instituto Loreal, Lidia Leya Saporito, os cursos técnicos atuais passaram a preparar melhor os profissionais para que eles possam acompanhar as exigências do mercado. “O mercado de beleza mudou: hoje é um negócio. E exige muito mais do que apenas saber cortar cabelo. É preciso ter um conhecimento mais aprofundado, saber atender a cliente. Isso é superimportante”.

Lidia disse ainda que, para ter sucesso na profissão e conseguir manter um salão de beleza aberto, por exemplo, não basta conhecimento técnico, é preciso saber administrar o negócio, conhecer as questões burocráticas, saber comprar os produtos certos, gerir o estoque e saber usar os produtos adequadamente. Com informações da Agência Brasil.

Redação O POVO Online

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