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Rosemberg: salário mínimo mantém bom resultado do varejo

10:45 | 15/01/2013
O resultado positivo do setor de supermercados aponta que a alta do salário mínimo em 2012 manteve o resultado do varejo positivo mesmo com a inflação para alimentos considerada alta no final do ano passado. A avaliação é da economista-chefe da Rosenberg & Associados Thaís Zara. "O ano (2012) foi bem para supermercados mesmo com inflação mais alta, refletindo a alta do salário mínimo. O rendimento real ainda cresce, o que acaba estimulando bastante o setor", afirmou.

O setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo foi responsável pelo maior impacto nas vendas do varejo ampliado, com uma contribuição de 31,4% para a taxa geral de 7,2% de novembro de 2012 ante o mesmo mês do ano passado. A divulgação dos dados do comércio varejista foi feita nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O varejo restrito, que não inclui veículos e material de construção, registrou altas de 0,3% em novembro ante outubro e de 8,4% em novembro contra novembro de 2011. No acumulado de janeiro a novembro, houve expansão de 8,9%, enquanto nos 12 meses as vendas cresceram 8,6%. O resultado do mês, de acordo com Thaís, veio mais fraco do que o de outubro, mas ainda assim positivo. "No ano, ainda temos uma alta bastante significativa, com um resultado muito bom. Isso liderado por móveis e eletrodomésticos e também supermercados, que tiveram influência importante refletindo aumento da renda e existência de crédito." Para o fechamento do ano, a projeção da Rosenberg é de alta de 8,9% no varejo restrito.

Em 2013, a expectativa de Thaís Zara é de que os resultados do varejo sejam semelhantes aos do ano passado. "Em 2012 tivemos contribuição maior da renda. Em 2013 essa contribuição deve ser menor, mas compensada pelo crédito. Devemos ficar num patamar próximo a 2012", afirmou. Apesar da menor alta no salário mínimo neste ano, Thaís também leva em conta que possivelmente a inflação de alimentos será menor do que em 2012, o que reforça perspectivas positivas.

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