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País ganha mais um �estaleiro virtual�

10:46 | 21/01/2013
Apesar dos temores da presidente da Petrobras, Graça Foster, com atrasos na entrega de sondas e plataformas para o pré-sal, o Brasil está prestes a ganhar mais um "estaleiro virtual" - como são chamados os canteiros que recebem encomendas, mas ainda não existem. Seria o nono a entrar em construção, numa corrida contra o tempo para entregar à estatal, sem atrasos, equipamentos antes importados.

A empresa Estaleiros do Brasil (EBR), uma associação entre brasileiros e japoneses, apresentou o menor preço (US$ 1,374 bilhão) em concorrência para integração de duas plataformas da Petrobrás (P-74 e P-76) e aguarda assinatura da companhia para as próximas semanas.

Se fechado o contrato, a pequena cidade gaúcha de São José do Norte, produtora de cebolas e terra de pescadores, receberá um dos maiores estaleiros do País. A EBR precisará erguer o estaleiro a jato. Teria nove meses para reassentar famílias, abrir estrada de acesso e começar a construir os módulos na região à beira de um canal.

As duas plataformas serão usadas pela Petrobras na área da cessão onerosa e não podem atrasar, sob risco de comprometer as metas de produção da empresa. Juntas, produzirão até 300 mil barris por dia, equivalente a 15% da atual produção nacional.

Os "estaleiros virtuais" fazem parte dos esforços do governo de retomar a indústria naval brasileira, através de contratos bilionários de embarcações para a Petrobras. Antes, boa parte das encomendas era importada de países asiáticos. Há oito "estaleiros virtuais" em construção no País (EEP, Jurong Aracruz, CMO, OSX/UCN, Oceana, STX Promar, Rio Tietê e Wilson Sons).

O EBR - associação da brasileira Setal Óleo e Gás (SOG) e da japonesa Toyo Engineering Corporation - seria um dos maiores. A presidente da Petrobras, Graça Foster, diz que não aceitará atrasos, mesmo com o duplo desafio de construir os estaleiros junto com as encomendas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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