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Mercado reduz previsão para outros índices de inflação

09:45 | 21/01/2013
Apesar de ter elevado as projeções para a inflação oficial do País (IPCA) em 2013, analistas do mercado financeiro fizeram uma série de revisões para baixo para a inflação medida por outros indicadores.

No caso do IGP-DI, a pesquisa Focus revelou uma redução da mediana das projeções para 2013 de 5,39% para 5,20%. A nova taxa é inferior, inclusive, à apontada pelos analistas de mercado há um mês (5,36%). Já para 2014, os economistas mantiveram a expectativa de que o IGP-DI feche o ano em 5,00%, taxa aguardada há 24 semanas.

Para o IGP-M deste ano, a mediana passou de 5,35% para 5,31%. Quatro semanas atrás, a Focus apontava uma taxa de 5,33% para este indicador. No caso de 2014, a mediana das previsões passou de 5,00% para 5,18%. Estas projeções seguiram a tendência observada para a alta dos preços administrados. O mercado reduziu de 3,34% para 3,20% a expectativa desse conjunto de preços para a inflação de 2013. Há um mês, este indicador estava em 3,50%. Já para 2014, foi vista uma movimentação de alta, de 4,35% para 4,50%, patamar idêntico ao observado há quatro semanas.

Selic

Logo depois que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu pela manutenção da taxa básica de juros da economia (Selic), em 7,25% na reunião da semana passada, analistas do mercado financeiro continuaram a reduzir a projeção para a média do indicador em 2014.

De acordo com esta pesquisa Focus, a Selic no próximo ano ficará, em média, em 8,10% ao ano, patamar inferior ao apontado pelo grupo na semana anterior, de 8,35% ao ano. Há um mês, a expectativa era de que a taxa média de 2014 ficasse em 8,38% ao ano.

Esta mudança apareceu na Focus, apesar de a mediana para a Selic ao final do período não ter sofrido alterações. Pela quarta semana consecutiva, o mercado espera que a taxa básica de juros encerre 2014 em 8,25% ao ano, portanto, um ponto porcentual acima da taxa atual.

Para 2013, não houve mudanças nas projeções da taxa média para a Selic, que está em 7,25% ao ano, pela décima vez consecutiva.

Outros indicadores

O mercado financeiro fez poucas alterações para os demais indicadores que constam da pesquisa Focus divulgada nesta segunda. No caso da produção industrial, foi mantida a estimativa de que haverá crescimento de 3,24%, apontada na semana anterior. A taxa, porém, é inferior à marca de 3,50% vista um mês atrás. Para 2014, também foi mantida a projeção de que o setor manufatureiro avançará 3,90%. Quatro semanas antes, estava em 3,75%.

Também ficaram inalteradas as previsões para a dívida em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Para 2013, é esperada uma taxa de 34,00%, que já se encontra neste patamar há 16 semanas. Para 2014, a mediana se encontra em 33,00% há cinco semanas.

No caso do déficit em conta corrente, houve um pequeno ajuste para a mediana de 2013, que passou de US$ 63,05 bilhões para US$ 63,00 bilhões. Um mês atrás, a mediana das projeções estava em US$ 64 bilhões. Para 2014, a Focus apontou o mesmo nível para o déficit em transações correntes visto há 19 semanas: US$ 70 bilhões.

Os analistas também não mexeram em suas estimativas para a balança comercial brasileira, que deve fechar o ano com um saldo de US$ 15,43 bilhões. Um mês atrás, a mediana para este indicador estava em US$ 15,52 bilhões. Para 2014, os economistas acreditam que as exportações vão superar as importações em US$ 15,00 bilhões pela terceira semana consecutiva. Quatro semanas atrás, a mediana para a balança do próximo ano estava em US$ 15,50 bilhões.

O ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) este ano também foi mantido em US$ 60 bilhões pela sexta semana seguida. Para 2014, o montante também segue em US$ 60 bilhões, há 23 semanas.

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