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Membro do BoJ quis cortar juros de reservas, diz ata

22:57 | 24/01/2013
O membro do conselho de política monetária do Banco do Japão (BoJ na sigla em inglês) Koji Ishida disse, durante a reunião de dezembro, que a eliminação do piso da taxa de juros de depósitos mantidos pelo BoJ em bancos comerciais seria eficaz para o enfraquecimento do iene. Segundo ele, a medida não danificaria o funcionamento do mercado monetário.

"É desejável reduzir a taxa de juros para diminuir a atratividade do iene como moeda segura", disse o membro, de acordo com a ata da reunião de 19 e 20 de dezembro, divulgada nesta quinta-feira pelo banco central.

Ishida propôs o corte da taxa de juros sobre as reservas em excesso que os bancos comerciais depositam com o banco central, mas a proposta foi rejeitada pelos outros 8 membros. Segundo a ata, Ishida também propôs reduzir as taxas de juros sobre as medidas de provisão do BoJ de um outro fundo, para uma taxa anual de 0,03%, proposta que também foi recusada sob o mesmo placar.

Na reunião, o conselho do BoJ ampliou o tamanho de seu programa de compra de ativos - a principal ferramenta de relaxamento da política monetária com taxas de juros já próximas de zero - em 10 trilhões de ienes, para 101 trilhões de ienes, em meio a uma forte pressão política para BoJ derrotar a deflação.

O presidente do banco, Masaaki Shirakawa, se opôs à ideia, uma vez que cortar a taxa, que serve como um piso para o mercado monetário de curto prazo, poderia afetar o funcionamento do mercado. A medida, segundo ele, dificultaria a arrecadação de fundos de curto prazo de instituições financeiras. As informações são da Dow Jones.

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