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Etanol sofre alta de 0,14% no Ceará, diz ANP

Além do Ceará, preço do combustível ficou mais caro em outros oito estados. Maior alta foi registrada no Rio de Janeiro (1,21%)

14:31 | 08/01/2013
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O preço do etanol no Ceará sofreu alta de 0,14%, segundo levantamento feito pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). De acordo com a instituição, a alta no combustível do Estado acompanhou outras cidades do Brasil como Rio de Janeiro (1,21%), Pará (0,75%) e Pernambuco (0,42%). Apesar do aumento, preço continua mais atrativo do que a gasolina em Goiás e São Paulo, reforça o órgão.

Para Antônio José Costa, assessor de Economia do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Ceará (Sindipostos), o preço do etanol no estado pode ser considerado baixo, entretanto, ele ressalta que o valor que hoje possui média de R$ 2,18 segundo dados da ANP, está bem mais próximo da gasolina do que deveria estar. “O ideal é que o valor do etanol esteja 30% abaixo ao preço da gasolina”, afirma.

Essa relação, segundo Antônio José, possibilitaria uma maior migração dos consumidores da gasolina ao etanol. Com essa média, ele coloca, ainda se torna um pouco difícil que essa mudança ocorra. O aumento moderado do combustível, na opinião do assessor, deve se manter por algum tempo e decorre de fatores como logística e processo de produção. Entretanto, a perspectiva, segundo ele, é de que o preço no Ceará aumente gradativamente.

“Quando entramos no período da entressafra a tendência é sempre o preço aumentar”, completa Antônio José, reforçando ser difícil estimar o aumento percentual uma vez que os valores dependem muito do mercado de combustíveis. “Como se trata de commodities, não podemos estimar valores. A qualquer momento eles podem baixar ou subir”.

Para ser considerado mais vantajoso ao consumidor, o preço do etanol não pode representar mais de 70% do preço da gasolina. Em Mato Grosso, essa relação é de 64,82% e, em Goiás, de 67,88%, segundo dados da ANP.

 

Além do Ceará, os preços do etanol subiram em outros oito estados: Acre (0,35%), Alagoas (0,39%), Distrito Federal (0,17%), Minas Gerais (0,57%), Pará (0,75%), Pernambuco (0,42%), Rio de Janeiro (1,21%) e São Paulo (0,16%). Com informações do Valor Econômico.

Redação O POVO Online

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