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Banco mundial vê riscos para a economia global

08:46 | 16/01/2013
As batalhas orçamentárias nos Estados Unidos estão limitando o crescimento econômico em todo o mundo, representando um risco maior para a economia mundial do que a crise da zona do euro, afirmou o Banco Mundial. Em um relatório com novas previsões econômicas, o banco declarou que espera que a economia global cresça apenas 2,4% este ano, pouco melhor do que o fraco ritmo de 2012.

Os EUA, que são a maior economia do mundo, podem entrar em recessão se os cortes no orçamento federal ocorrerem como programado, no início de março. Além disso, a instituição acredita que a crise da zona do euro deve continuar ao longo do ano. Os países em desenvolvimento, enquanto isso, estão crescendo nos ritmos mais lento da última década. "É um ano de riscos", disse o economista-chefe do Banco Mundial, Kaushik Basu.

A expectativa do banco para o crescimento dos EUA é de 1,9% neste ano, baseada no pressuposto de "progresso significativo" rumo a um plano de orçamento no médio prazo e mais do que apenas uma solução de curto prazo sobre o aumento do teto da dívida federal. Caso o Congresso ofereça apenas uma solução de curto prazo para o teto da dívida, cenário identificado como "paralisia fiscal", o banco acredita que a economia dos EUA encolherá 0,4%, atingindo a Europa com uma profunda contração e reduzindo o crescimento global em 1,4 ponto porcentual.

Um cenário paralelo envolvendo uma renovada crise da zona do euro, em que duas das economias do bloco monetário estão paralisadas fora dos mercados de capital, reduzirá o crescimento global em 1,3 ponto porcentual, disse o banco.

As projeções do Banco Mundial frequentemente têm se mostrado otimistas demais nos últimos anos. A mais recente previsão do banco para 2013, de crescimento de 2,4%, foi mais baixa do que a estimativa divulgada em junho, quando a instituição apostou em um crescimento global de 3,0%. Os economistas do banco atribuíram a decepção ao investimento empresarial nos EUA mais baixo do que o esperado e à incerteza ligada à política orçamentária norte-americana.

Uma divisão crítica persiste na maioria das economias. A confiança dos investidores está aumentando, impulsionada por medidas de estímulo e por menores receios sobre um colapso da zona do euro. Mas as economias das nações que servem de base para o resto do mundo permanecem letárgicas. "Os mercados financeiros estão mais calmos, mas não há recuperação do crescimento", disse Basu. "Você pode manter os mercados calmos por um ou dois anos, mas, se isso não é sustentado por um crescimento real, você poderá gerar uma nova rodada de riscos financeiros", acrescentou. As informações são da Dow Jones.

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