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Apenas Fortaleza e Recife não têm risco de apagão de energia na Copa de 2014

07:53 | 22/01/2013
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Dentre as 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, apenas em Fortaleza e Recife não há risco de apagão durante o evento. O fornecimento de energia está ameaçado nas outras 10 cidades, segundo relatório da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), finalizado em dezembro.

A menos de um ano e meio da abertura dos jogos, mais da metade dos 163 empreendimentos necessários para garantir o fornecimento de energia está atrasada, segundo o documento. Apenas 2 das 12 capitais que receberão partidas estão com as obras totalmente em dia: Fortaleza e Recife.

Em todas as demais -Brasília, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador, Manaus, Cuiabá, Natal e Curitiba- há atrasos em relação ao cronograma definido pelo governo.

Na lista de empreendimentos há novas linhas de transmissão e de distribuição, além da ampliação e da modernização de subestações de energia. As obras visam evitar apagões tanto nos estádios quanto nos aeroportos e nas ruas das cidades.

As capitais que mais preocupam são Porto Alegre, onde 25 das 26 obras, conduzidas pela concessionária CEEE, estão fora do prazo, e Brasília, que apresenta atraso em 10 dos 11 empreendimentos exigidos da CEB.

No caso da capital do país, o risco é que haja problemas já na Copa das Confederações, em junho deste ano.

Grupo de Trabalho

As obras necessárias para evitar apagões durante a Copa e os prazos de entrega foram definidos pelo grupo de trabalho "GT Copa 2014", em julho de 2011. Desde então, cabe à Aneel fiscalizar o cumprimento das determinações.

O documento da Aneel afirma que é necessária a "urgente aceleração do ritmo de implantação das obras". E prevê, aliás, a adoção de "soluções de engenharia alternativas" caso os empreendimentos não fiquem prontos. Elas não são especificadas.

O Ministério de Minas e Energia afirmou, por meio de nota, que "monitora a implantação das obras de distribuição" e que elas "estarão concluídas antes da Copa". As informações são da Folha de São Paulo.

Redação O POVO Online

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