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Autorização de opções de S&P500 na Bolsa sai até 2013

11:32 | 01/10/2012
A autorização para o início das negociações dos contratos de opções sobre o futuro de S&P500 e de petróleo (WTI) na BM&FBovespa pode ocorrer ainda este ano, no máximo no começo de 2013, de acordo com o diretor presidente da bolsa, Edemir Pinto. A previsão anterior era de que a autorização, pelo menos para WTI, saísse ainda em outubro, conforme informou a companhia no relatório divulgado com as demonstrações financeiras do segundo trimestre, em agosto. No entanto, Edemir descartou esta possibilidade e reviu a previsão divulgada.

Nesta segunda-feira a bolsa brasileira deu início à negociação de contratos de futuro de S&P500, listado e negociado na Bolsa de Chicago. O produto desenvolvido em parceria pela BM&FBovespa, CME Group e S&P é o primeiro derivativo de um índice de ações norte-americano transacionado na bolsa brasileira. A expectativa, conforme Edemir, "é muito boa". "Não só replicamos o índice, mas também tropicalizamos o S&P500 para o mercado local", explicou Edemir. Em 22 de outubro a CME passará a negociar contrato futuro do Ibovespa.

Segundo Edemir, a listagem cruzada dos índices é mais um passo que a BM&FBovespa dá como uma bolsa internacional. Dentre os produtos que têm contribuído para essa estratégia, Edemir citou os BDRs não patrocinados (certificados representativos de ações de emissão de companhias abertas, com sede no exterior, na sigla em inglês).

Atualmente, há 70 papéis de organizações americanas em negociação na bolsa brasileira. O objetivo da BM&FBovespa era trazer ainda este ano nomes europeus e asiáticos uma vez que os bancos já não têm mais interesse por ações de empresas americanas. No entanto, conforme Edemir, o ritmo diminuiu devido à crise europeia que tem deixado os investidores mais preocupados.

Edemir também lembrou que a BM&FBovespa mantém conversas iniciais com o CME para listar o contrato brasileiro de café na bolsa de Chicago, uma vez que a bolsa brasileira disputa liquidez com Nova York. Isso porque, conforme ele já havia explicado no começo do ano, desde o final do ano passado, a retirada do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) do hegde (operação de proteção) de commodities agrícolas prejudicou alguns mercados, como o de café, por exemplo, que teve uma migração dos seus contratos para Nova York.

"A bolsa brasileira disputa liquidez do café com Nova York. E o café que eles listam lá é o colombiano", destacou Edemir, acrescentando que o CME Group manifestou interesse de levar o café brasileiro para listar em Chicago.

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