Para Prodi, fim da unanimidade no BCE é um avanço
Na quinta-feira (06), o BCE anunciou um novo programa de compras de bônus, para tentar reduzir os custos de financiamento para os países debilitados da zona do euro. Mas a decisão não foi unânime. O presidente do banco central alemão, Jens Weidmann, votou contra a medida, que ele considera uma forma de financiar os governos do bloco, o que é proibido pelos estatutos do BCE.
Para Prodi, a condicionalidade atrelada ao novo programa do BCE - que só vai comprar bônus em paralelo com os fundos de resgate da zona do euro - não deve ser vista como um "pagamento" do país beneficiado pela ajuda que está recebendo. "O BCE não é uma entidade estrangeira, é uma instituição da qual a Itália participa", argumentou.
Prodi, que também é ex-primeiro-ministro da Itália, contestou uma afirmação do atual premiê, Mario Monti, que disse que o país deve voltar a crescer muito em breve, após quatro trimestres consecutivos de recessão. "Não há sinais de recuperação. Nenhum", afirmou. Ele também negou que tenha intenção de se candidatar à presidência da Itália. As informações são da Dow Jones.