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Bancários do Ceará se reúnem nesta quinta-feira para definir rumos da greve

Segundo informações do Sindicato dos Bancários do Ceará, estão fechadas 78,17% das 347 agências no estado. Em Fortaleza, são 187 unidades

09:36 | 27/09/2012
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Atualizada às 13h10

A greve geral dos bancários que se encerrou ontem na maioria dos estados do País, continua no Ceará. Os trabalhadores do Estado marcaram uma nova reunião nesta quinta-feira, 27, para definir os rumos da paralisação.  A convocação geral é para reunião a partir das 19h. Segundo informações do Sindicato dos Bancários do Ceará, estão fechadas 78,17% das 347 agências no estado. Em Fortaleza, são 187 unidades.

Segundo informações do Sindicato dos Bancários, a categoria procurou reabrir a negociação com os bancos. “Recebemos resposta dos bancos a extensão do dia de hoje, dia 27/9, na cláusula de compensação dos dias não trabalhados. É um ajuste na proposta dos bancos, um fato novo, o que justifica a convocação da assembleia”, destacou a categoria em nota à imprensa.

Os bancários do Ceará decidiram, em assembleia na noite da quarta-feira, 26, manter por tempo indeterminado a greve, iniciada em 18 de setembro. A categoria contrariou a orientação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) de aprovar proposta dos sindicatos patronais. Eles consideraram insuficientes as propostas apresentadas pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e pelas direções do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNB.

O presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Carlos Eduardo Bezerra, disse que “a categoria no Ceará entendeu que não dava para aprovar as propostas. Apesar da orientação do comando, a greve pode avançar mais”. Atualmente, segundo o Sindicato dos Bancários do Ceará, a paralisação afeta 69% das agências de todo o Estado. Uma nova assembleia está marcada para segunda-feira, 1º, às 17 horas.

Pela proposta da Fenaban, rejeitada no Ceará, o reajuste do índice seria de 7,5%; 8,5% o aumento do piso salarial e dos auxílios-refeição e alimentação; e 10% a parcela fixa da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), assim como dos tetos da regra básica e do adicional.

Propostas dos Bancos

A proposta da Caixa Econômica previa a PLR social de 4% do lucro líquido distribuído linearmente, contratação de mais 7 mil trabalhadores até 2013, melhoria nas condições de trabalho dos tesoureiros, a ampliação da concessão de bolsas de estudos, concessão de 6 horas por mês para estudar na Universidade Caixa dentro da jornada de trabalho e apresentação de estudo para critérios de descomissionamento até 31 de março de 2013.

No Banco do Brasil, as propostas rejeitadas previam colocar no acordo coletivo data para implantar quadro de funções comissionadas com jornada de seis horas; aderir à cláusula de combate ao assédio moral da Convenção Coletiva assinada com a Fenaban, que tem a participação dos sindicatos na intermediação da denúncia e do processo de apuração; incluir a gratificação de caixa na carreira de mérito, retroativa a 2006; novo piso após estágio probatório (90 dias) no valor de R$ 1.948; unificação dos atendentes das CABB com um novo Valor de Referência (VR) de R$ 2.554.

Segundo a proposta do BNB, os empregados contratados como analistas bancários ingressariam com remuneração mínima de R$ 1.892,00, definida como salário de ingresso. Após 90 dias, os empregados que em 01.09.2012 estivessem recebendo salário de ingresso migrariam para a referência Analista Bancário 3. O BNB se comprometia ainda a ter como uma das prioridades do funcionalismo a revisão do Plano de Cargos e Remuneração.

Redação O POVO Online com informações do repórter Glaydson Galeno

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