PUBLICIDADE
Notícias

Renova cresce com operação de 14 eólicas

Unidades começaram a operar em julho e estarão no próximo balanço. Empresa perdeu R$ 1,35 milhão no segundo trimestre

15:59 | 10/08/2012
O prejuízo de R$ 1,35 milhão no segundo trimestre reportado ontem fez parte do último balanço da fase "pré-operacional" da Renova Energia, eleita pela Cemig e a Light como o braço de investimentos em energia eólica. Apesar de já ter três pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) em operação, num total de 42 megawatts (MW), a companhia estava construindo 14 parques eólicos (194 MW), inaugurados em julho, e que farão parte das contas da geradora nos próximos resultados financeiros.

O prejuízo trimestral (31% menor que o prejuízo no segundo trimestre de 2011) foi provocado basicamente pelo aumento de aporte de recursos na fase final de construção dos parques eólicos, na Bahia. No acumulado do ano até junho, porém, a companhia contabilizou um lucro líquido de R$ 1,982 milhão, impactado pelo reajuste dos contratos de fornecimento de energia das PCHs com a Eletrobras.

O aumento do valor dos contratos, que passou para R$ 189,82/megawatt-hora (MWh), também foi responsável pelo crescimento de 10,8% da receita operacional líquida da empresa de abril a junho, em comparação com igual período de 2011, totalizando R$ 9,889 milhões. No acumulado até junho, o faturamento foi de R$ 19,639 milhões, 11,8% maior em relação ao mesmo período de 2011.

Com a inauguração das eólicas, a potência instalada de usinas em operação saltou para 336 MW. Da mesma forma, a receita anual, que era da ordem de R$ 38 milhões, vai superar os R$ 220 milhões, considerando a quantidade e o preço da energia vendida das usinas. O efeito não será sentido integralmente em 2012, porque os parques deram a partida na metade do ano. A primeira fatura das eólicas entrará na conta da Renova em 21 de agosto.

Outra mudança importante se dará na estrutura acionária da empresa. Na última semana, o BNDESPar depositou R$ 250 milhões para assumir 11,7% do capital da companhia, por meio de subscrição de ações. A fatia do banco ainda pode aumentar para 14,7%, caso os acionistas minoritários não exerçam seu direito de subscrição. Os minoritários têm hoje 20,6% das ações.

A fatia dos demais sócios foi diluída. No bloco de controle, a RR Participações (dos sócio-fundadores Renato Amaral e Ricardo Delneri) e a Light passaram a ter 22,03% cada. Fora do bloco de controle, a RR ficou com 8,48% e o fundo Infrabrasil, com 15,23%.

Desde o IPO da empresa, em julho de 2010, até o fechamento de ontem, o valor das ações da Renova cresceram 107,38%. As informações são do site Valor Ecoômico.
Redação O POVO Online

TAGS