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População ocupada cresceu 2% de janeiro a maio

11:53 | 30/08/2012
Pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre o desempenho do mercado de trabalho metropolitano nos primeiros cinco meses deste ano revela que a população ocupada cresceu, em média, 2% de janeiro a maio de 2012, em comparação com o mesmo período do ano passado. Foram criados 738 mil postos de trabalho. Já o índice médio de desocupação no período foi de 5,8%.

"Apesar de positiva, a magnitude do saldo é menor do que a registrada nos anos anteriores. O saldo de 2012 é inferior em 312 mil postos à geração de emprego registrada no mesmo período de 2011", informou o Ipea, no relatório "Mercado de Trabalho - Conjuntura e Análise", divulgado na manhã desta quinta-feira.

Para realizar a pesquisa, foram utilizados dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e do Ministério do Trabalho e Emprego.

Foi destaque na pesquisa o desempenho favorável na criação de postos de trabalho dos segmentos de construção (6,5% de acréscimo), intermediação financeira (4,1%) e administração pública (4%). Em contrapartida, apresentaram queda a indústria (-0,1%), serviços domésticos (-2,6%) e outras atividades (-7,6%). O comércio registrou alta de 1,2% e outros serviços, de 1%.

O Ipea ressaltou ainda que o nível de informalidade médio da população ocupada nos cinco primeiros meses de 2012 ficou em 34,1%, uma queda de 4,2 pontos porcentuais em comparação ao mesmo período de 2011. Para este cálculo, foram utilizados os dados do Ministério do Trabalho.

Rendimento

Já o rendimento médio real habitual avançou, em média, 5,3% de janeiro a maio, comparado ao mesmo período de 2011. O rendimento médio ficou em R$ 1.712,90. Houve um avanço de 7,7% para os trabalhadores por conta própria, de 3,4% para os trabalhadores do setor público e de 3,7% no setor privado. O rendimento dos trabalhadores com carteira cresceu 3,5% e dos empregados sem carteira, 2,2%.

"As taxas de desemprego e informalidade permaneceram em patamares mais baixos do que os registrados para o mesmo período em anos anteriores. No entanto, vale ressaltar a perda de dinamismo do emprego industrial apresentada nos últimos meses", avaliou o Ipea.

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