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Trabalhadores da construção civil aguardam acordo para finalizar greve

Os operários ainda aguardam fechar acordos individuais com as construtoras. Alguns trabalhadores já voltaram aos canteiros de obras nesta segunda-feira, 4

09:53 | 04/06/2012

Os operários da construção civil continuam em greve nesta segunda-feira, 4, apesar de o movimento ter sido considerado ilegal na última quarta-feira, 30, pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Os trabalhadores ainda aguardam fechar acordos individuais com as construtoras.

Segundo informações da assessoria de imprensa do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil da Região Metropolitana de Fortaleza (Sticcrmf), na manhã desta segunda-feira, 4, haverá assembleia geral na sede do sindicato para definir os rumos da paralisação geral que já dura 28 dias.

O Sindicato divulgou também que parte dos operários voltou ao trabalho nesta segunda-feira porque já foram fechados acordos com as empresas.

Sinduscon

O Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Estado do Ceará (Sinduscon-CE) destacou, por meio de nota, que a greve já deveria ter sido suspensa por determinação judicial e, que, por isso, ingressou com requerimento junto ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) 7º Região, “comprovando o descumprimento e solicitando a execução da Ordem Judicial n° 130/2012, expedida no dia 30 de maio”.

No documento, segundo o Sinduscon, o Tribunal determina a suspensão imediata do movimento e o retorno dos trabalhadores a seus postos de trabalho, sob pena de multa diária no valor de R$ 50 mil.

Sobre o acordo em relação aos dias parados, o Sinduscon destacou que o artigo 7º da Lei nº 7.783/89 define que a participação em greve suspende o contrato de trabalho.

“Por este motivo, as empresas associadas ao Sinduscon-CE, em assembleia geral, informaram que não têm como arcar com os prejuízos dos dias não trabalhados, pois suas receitas e/ou faturamentos também estão comprometidos neste período de paralisação. As empresas também não vão ceder a pressão do Sindicato dos Trabalhadores para negociações em acordos individuais, gerando greves paralelas por canteiros”.

Redação O POVO Online

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