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Para Maciel, resultado reflete flutuações mensais

11:55 | 29/06/2012
O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, reconheceu na manhã desta sexta-feira que a menor atividade econômica influenciou para pior o resultado das contas públicas em maio. Ao apresentar os números, afirmou que a "atividade econômica pode ter impacto nas receitas mais recentemente". "De qualquer forma, no quadro mais amplo, em 12 meses temos superávit primário em torno de 3% do PIB. Isso se mostra consistente, em linha com a meta para o ano", disse.

Sobre as medidas do governo de aumento dos gastos, Maciel reconheceu que isso impacta os dados. "É verdade. Mas, como acabei de frisar, estamos com um primário de 3% do PIB em 12 meses". "Mesmo após três meses de atividade mais moderada, num momento mais crítico, conseguimos fazer superávit primário de 3% do PIB (em 12 meses) em maio", disse, com tom tranquilizador.

Ele comentou, ainda, a perspectiva de que a atividade econômica mais forte nos próximos meses faz com que a tendência para as contas públicas seja de resultados "ainda mais robustos".

Maciel afirmou também que o nível da dívida líquida do setor público - de 35% do PIB - é a menor da série histórica iniciada em 2011. "Em grande parte, se deve à oscilação do dólar e à obtenção de primários satisfatórios há um bom tempo", disse. "Todo esse quadro, de redução de juros, superávit primário e quadro fiscal robusto, constituem um diferencial da economia brasileira", disse.

O chefe do departamento econômico do BC disse ainda que a tendência de redução da despesa com juros do setor público vai ficar mais evidente na segunda metade do ano, quando o atual ciclo de corte da taxa básica completará um ano. Ele acrescentou que também contribui para a queda dos juros a inflação mais baixa.

Segundo Maciel, a variação do câmbio tem efeito marginal para a despesa com juros, embora seja relevante para a relação dívida/PIB. Para ele, a queda do superávit primário em maio em relação a abril é sazonal. Destacou que houve queda também na comparação com maio de 2011, mas alta sobre maio de 2010.

"No ano, o resultado é favorável em termos de cumprimento da meta. Temos 45% já atingido em cinco meses. E o governo central cumpriu, até maio, o previsto para ser feito até agosto", afirmou.

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