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BC: fluxo cambial é negativo pela primeira vez em 2012

13:02 | 06/06/2012
Pela primeira vez em 2012, o fluxo de dólares foi negativo no Brasil. Ou seja, recursos saíram do País rumo a outros mercados. Dados divulgados nesta quarta-feira pelo Banco Central (BC) mostram que o fluxo cambial encerrou o mês de maio com saldo líquido negativo de US$ 2,691 bilhões. O resultado mostra a primeira queda desde dezembro de 2011 e revela reversão do movimento observado de janeiro a abril, quando US$ 25,3 bilhões ingressaram no País.

A saída de dólares em maio foi concentrada exclusivamente no segmento financeiro, responsável pelo saldo negativo de US$ 6,327 bilhões. O valor foi gerado porque as transferências para o exterior alcançaram US$ 34,784 bilhões e superaram com folga o ingresso de US$ 28,457 bilhões no acumulado do mês. Nesses valores estão as operações de câmbio relacionadas a transações como venda de ações e títulos de renda fixa, remessa de lucros e dividendos, pagamento de empréstimos e investimentos produtivos, entre outros.

O mês não terminou pior porque o segmento comercial segue com números positivos. No mês, o setor trouxe US$ 3,636 bilhões, já que as exportações alcançaram US$ 22,180 bilhões e superaram as importações de US$ 18,544 bilhões em maio. No primeiro dia de junho, o fluxo cambial foi positivo em US$ 324 milhões, sendo também positivo o fluxo financeiro em US$ 79 milhões e o segmento comercial em US$ 245 milhões.

Os bancos diminuíram o volume de dólares em caixa no mês de maio. Segundo o BC, instituições financeiras encerraram o mês passado com posição comprada na moeda norte-americana em US$ 2,686 bilhões. A cifra é 55% menor do que o observado no fim de abril, quando a posição comprada estava em US$ 5,999 bilhões.

No jargão do mercado financeiro, estar "comprado" na moeda estrangeira sinaliza crença de que as cotações do dólar podem subir. Dessa forma, ao ter recursos em caixa é possível lucrar com uma eventual alta das cotações. Ao contrário, estar "vendido" representa expectativa de queda do preço da moeda e sinaliza que bancos não têm a divisa em caixa.

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