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Poupança deve render menos com redução dos juros

Segundo as regras do governo federal, quando a taxa básica estiver a 8,5% ou menor, a poupança renderá 70% da Selic mais taxa referencial (TR)

08:42 | 29/05/2012

A partir desta quarta-feira, 30, os poupadores poderão ver seus recursos aplicados renderem menos na poupança. Isso porque o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) deverá reduzir a taxa básica de juros (Selic) dos atuais 9% para 8,5%, segundo analistas, e passam a valer as novas regras da aplicação mais popular entre os brasileiros. A reunião do Copom começa nesta terça-feira, 29, e prossegue até quarta-feira, 30.

Segundo as regras do governo federal, quando a taxa básica estiver a 8,5% ou menor, a poupança renderá 70% da Selic mais taxa referencial (TR). Pela regra atual, há remuneração de 0,50 por cento ao mês mais a TR.

Segundo o professor do mestrado profissional do Caen da UFC, Francisco Marcelo, as mudanças na aplicação foram necessárias para que o governo pudesse continuar a reduzir as taxas de juros.

“Essa operação é para viabilizar a queda de juros. Havia o risco de os investidores migrarem para a poupança”, explicou. Ele disse ainda que a aplicação é atrativa por ter risco muito perto de zero, além de não incidirem impostos.

Quem tem recursos investidos na poupança deve aguardar antes de decidir mudar de aplicação, segundo o economista Eduardo Miranda. Ele explicou que é necessário também verificar de que forma a Selic vai influenciar também nos outros tipos de aplicação, que acompanharão também a redução dos juros.

Mercado espera redução


O mercado está esperando uma contínua redução nos juros, segundo Miranda. Ele explicou que mesmo com as seguidas quedas, a taxa brasileira ainda é bastante elevada na comparação com outros países e outras economias.

Segundo ele, o risco é que os investidores estrangeiros comecem a investir no setor financeiro, levando a uma especulação com um capital volátil. Com taxas mais baixas, os investidores deverão migrar para o setor produtivo, gerando emprego e renda.

Para Marcelo, a tendência é que essa queda aconteça em virtude da condição internacional, com crise europeia e desaceleração da economia. “O Governo está tentando compensar o cenário externo com maior crescimento interno”, detalhou.

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