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Economistas recomendam cautela no financiamento do carro novo mesmo com IPI reduzido

O valor pago em juros pode dobrar dependendo do período máximo em que é feito o financiamento

13:50 | 24/05/2012

Impulsionados pela redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), os descontos de até 10% nos preços dos carros novos estão levando muitos consumidores às concessionárias. Os valores atrativos são também um convite ao endividamento. O montante pago em juros pode dobrar dependendo do período máximo em que é feito o financiamento.

Por isso, segundo economistas, a dica é analisar bem a situação financeira antes de comprar o veículo dos sonhos.

Segundo o economista Alex Araújo, um financiamento de um carro de R$ 25 mil com entrada de 20% (R$ 5 mil) e taxa de 1,1% ao mês, tem uma parcela de R$ 952,72 em um prazo de 24 meses e R$ 538,54 em 48 meses. Os valores desconsideram Imposto sobre operações financeiras (IOF) e custos de cadastro.

No período mais curto, no entanto, o consumidor pagará R$ 2.865 de juros, enquanto no prazo máximo, chega a R$ 5.849 pagos em taxas.

Para Alex Araújo, é ideal que aproveite os descontos apenas quem já estava se planejando para comprar um carro. “É um estímulo grande para aquele consumidor que estava pensando em mudar de carro. São descontos expressivos”, ressaltou.

Araújo disse ainda que quem vai comprar o veículo deve estar atento ao valor da entrada. Com menos de 20% do valor, a concessão de financiamento é dificultada. O economista destacou que, por causa da inadimplência, bancos e financeiras estão com regras mais rígidas para conceder financiamentos. Por isso, quem tem um valor poupado terá mais chance de fazer um bom negócio.

O economista explicou que antes de comprar um veículo é importante que o consumidor perceba que ele não é um investimento, como um imóvel, mas um bem de consumo que tem um desgaste natural pelo tempo.

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