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Ainda é difícil mensurar consumo adicional, diz Acrefi

20:35 | 21/05/2012
É boa a direção das medidas anunciadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, porque traz alívio tributário e financeiro, com redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), e a liberação do compulsório dos bancos dentro de um acordo para aumentar o crédito. A avaliação é do economista-chefe da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), Nicola Tingas.

"Se você observar o conjunto das medidas, tenta-se criar condições para que o consumo ocorra", disse. Contudo, segundo o economista, é difícil avaliar o quanto de consumo adicional as medidas poderão provocar. "O consumidor hoje tem menor capacidade de consumir do que antes. Exatamente por isso, estão tentando dar estímulos", acrescentou.

Na opinião dele, é preciso observar "o quanto de alavancagem estas medidas serão capazes de promover". Ele explicou que ninguém tem condições de afirmar o quanto existe de renda disponível das famílias, porque a inserção das classes C, D e E no mercado foi muito rápida nos últimos anos. Esse consumidor, todavia, só tem uma renda mensal. "Geralmente, ele não tem outro patrimônio para arcar com uma inadimplência maior."

Para ele, as medidas devem ter como alvo as famílias que não estão com a renda comprometida ou que têm uma reserva e podem aproveitar a oportunidade para trocar de carro ou comprar o primeiro automóvel para um filho.

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