PUBLICIDADE
Notícias

Economistas acreditam que inflação fechará 2012 acima das projeções do Ministério da Fazenda

Segundo os especialistas, em vez de choques nos preços das commodities (bens primários com cotação internacional), fatores internos pressionarão a inflação neste ano

20:39 | 06/01/2012
A projeção do Ministério da Fazenda de que a inflação oficial pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará 2012 abaixo de 5% é contestada por economistas. Segundo os especialistas, em vez de choques nos preços das commodities (bens primários com cotação internacional), fatores internos pressionarão a inflação neste ano.

De acordo com o economista chefe da Sul América Investimentos, Newton Rosa, o aumento da renda da população e o desemprego em baixa continuarão a estimular o consumo e, por consequência, a alimentar a inflação em 2012. “Esse processo deve se intensificar no segundo semestre, quando a economia estará mais dinâmica”, destaca. Ele projeta IPCA de 5,1% neste ano.

O analista da Austin Ratings Felipe Queiroz acrescenta outro fator que deve pressionar a inflação neste ano: o reajuste do salário mínimo, que subiu 14,12% e passou para R$ 622. “O salário mínimo tem sim, impacto bastante significativo na inflação nos próximos meses”, avalia. O especialista prevê que a inflação oficial fechará o ano em 6%.

Para os dois especialistas, o setor de serviços será o grande vilão da inflação em 2012. “Este é um setor respaldado pela demanda interna, que continua alta mesmo com a desaceleração da economia”, explica Queiroz. “A ampliação do crédito, o desemprego baixo e a redução de impostos para alguns setores vão jogar mais gás no consumo e se refletir nos serviços”, justifica Rosa.

Mais cedo, o ministro interino da Fazenda, Nelson Barbosa, disse que o IPCA fechará 2012 abaixo de 5%, depois de ter atingido 6,5% em 2011, no teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Segundo ele, os preços administrados e dos alimentos farão a inflação desacelerar neste ano.

Em relação ao salário mínimo, o secretário admitiu que o reajuste terá impacto sobre a inflação, mas disse que o efeito é limitado porque a ampliação do poder de compra elevará não apenas o consumo, mas os investimentos. Segundo ele, o reajuste do mínimo terá efeito positivo para toda a economia.

Agência Brasil

TAGS