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Conheça o Festival de Bregenz, famoso por ter com ópera flutuante e belos cenários

A primeira apresentação foi encenada há mais de 70 anos na Áustria

11:40 | 31/10/2019
Para sustentar toda a estrutura, onde apenas a cabeça pesa 40 toneladas, o palco possuía 119 estacas de madeira e aço, submersas a 6 metros de profundidade.
Para sustentar toda a estrutura, onde apenas a cabeça pesa 40 toneladas, o palco possuía 119 estacas de madeira e aço, submersas a 6 metros de profundidade. (Foto: AFP)

O lago Constança fica localizado na frontreira entre três países, Alemanha, Áustria e Suíça, e poderia ser apenas mais um localizado no continente europeu. Acontece que desde 1946, uma das margens da lagoa foi palco do evento que fez o Constança mudar de patamar, o Festival de Bregenz, espetáculo singular de ópera.

Capital do estado do Voralberg, na Áustria, Bregenz possui pouco mais de 30 mil habitantes atualmente, mas na década de 1940, ainda não tinha nenhum teatro em seu território. A solução para abrigar a apresentação inaugural, Bastien et Bastienne, umas das primeiras obras de Morzart, foi atracar duas barcaças - grandes embarcações que possuem o objetivo de transporte de grandes cargas -, no lago. Em uma delas, o palco ficava alocado; na outra, a orquestra.

O espaço tinha tons de improviso, mas a aceitação do público fez com que as instalações flutuantes virassem marca registrada do evento. As apresentações contam com grande apelo visual. Quem tem a oportunidade de experimentar, de perto, percebe que a atmosfera criada é diferente.

A plateia fica posicionada em um semicírculo de alta inclinação, fato que possibilita total imersão na encenação. Além disso, o Constança inspira ativamente a constituição de um ambiente ímpar, uma vez que grande parte das apresentações ocorre durante a tarde, o que proporciona belas imagens do pôr-do-sol de Bregenz.

Neste ano, 74ª temporada do Festival de Bregenz teve início em julho e ficou em cartaz por um mês. A ópera trágica de Giuseppe Verdi, Rigoletto, fez o palco do Festival abrigar um grande bobo da corte. Desfigurado, o funcionário da monarquia estava tentando proteger sua filha de um duque lascivo.

O bobo da corte, personagem mais vistoso do extremo design de Rigoletto, possuía 15 metros de altura e ficava no meio de duas mãos, uma delas seguravam um balão. As partes do cenário se moviam, exceto a mão que segurava o objeto. E para sustentar toda a estrutura, onde apenas a cabeça pesa 40 toneladas, o palco possuía 119 estacas de madeira e aço, submersas a seis metros de profundidade.

Rigoletto, inclusive, vai ser exibida no Brasil no próximo dia 9 de novembro. A apresentação faz parte da agenda do Festival Ópera na Tela, realizado no Parque Lage, no Rio de Janeiro. A ópera tem duração de duas horas e dez minutos.

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