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Em 2019, 1 quilo não pesará mais 1 quilo; entenda

A novidade é relevante para pesquisas científicas que demandam alto nível de precisão em seus cálculos

19:00 | 29/10/2017

Foto: Divulgação
 

As unidades de medidas básicas serão redefinidas pela Conferência Geral sobre Pesos e Medidas (CGPM) em novembro de 2018. Será a maior revisão do Sistema Internacional de Unidades (SI) desde que foi criado, em 1960. O quilo é uma das quatro unidades de medida básica, além do ampere, do kelvin e do mol. A informação é do G1.

A decisão foi tomada na semana passada em uma reunião em Paris. O intuito da mudança é associar essas unidades a constantes fundamentais e não arbitrárias, como tem sido até então. A novidade é relevante para pesquisas científicas que demandam alto nível de precisão em seus cálculos.

O novo sistema, que passará a valer a partir de maio de 2019, dará aos pesquisadores a possibilidade de realizar diversas experiências para relacionar as unidades com medidas constantes, a exemplo do caso do quilograma. Hoje, esta unidade de medida é definida por um objeto: a massa de um cilindro de 4 centímetros de platina e irídio fabricado em Londres, guardado pelo Escritório Internacional de Pesos e Medidas, na França.

Esse quilo original, no entanto, perdeu 50 microgramas ao longo de 100 anos. Isso porque os objetos podem perder átomos ou absorver moléculas do ar. Usar um objeto para definir uma unidade SI, então, torna-se complicado.

Já que todas as balanças do mundo são configuradas a partir do quilo original, quando calculam o peso, acabam por dar a informação errada.

Embora imperceptíveis no cotidiano das pessoas, as mínimas diferenças são importantes em cálculos científicos que exigem extrema precisão.

A nova unidade será medida com a chamada "balança de Watt", um instrumento capaz de comparar energia mecânica com eletromagnética utilizando duas experiências separadas. Essa maneira de medir o quilo não muda, como pode acontecer no caso de um objeto físico.

Além disso, uma definição baseada em uma constante - e não em um objeto - resultaria na medida exata do quilo, mesmo que em teoria, acessível para qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo, ao contrário do que acontece com o quilo original, guardado na França.