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Suécia obriga licença-paternidade de pelo menos três meses

Antes, o casal contava com seis meses de licença por criança, mas os homens não dividiam o tempo, como previsto, e acabavam transferindo dias de sua licença para as mães

15:22 | 08/01/2016
Roda de conversa discute a importância do papel da paternidade nesta terça-feira, 8, em Fortaleza
Roda de conversa discute a importância do papel da paternidade nesta terça-feira, 8, em Fortaleza (Foto: Divulgação)
Em diversos países, inclusive no Brasil, a licença-paternidade ainda não é um direito assegurado aos pais. 

A Suécia, por sua vez, incentiva desde os anos 1970 que os pais estejam ao lado dos filhos recém-nascidos e agora quer fazê-los permanecer por pelo menos três meses em casa.

Antes, o casal contava com seis meses de licença por criança, mas os homens não dividiam o tempo, como previsto, e acabavam transferindo dias de sua licença para as mães. Ao final, tiravam apenas 25% dos dias destinados ao casal.

No País nórdico, o primeiro do mundo a oferecer, ainda em 1974, a licença exclusiva é comum visualizar grupos de pais fazendo refeições acompanhados de seus bebês.
[SAIBAMAIS 3] 
"É uma forte tradição na Suécia", ressalta Roger Klinth, professor de Estudos de Gênero na Universidade Linkoping, segundo publicou o G1.

"Todos os partidos políticos votaram a favor da licença-paternidade em 1974, o que é um sinal claro de que homens e mulheres deveriam ter o mesmo status para cuidar dos filhos e que nenhum gênero deveria assumir a responsabilidade", pondera Klinth.

A Suécia é um dos países cujo índice de desigualdade de gêneros é o menor, conforme aponta o Fórum Econômico Mundial.

Entre as 145 nações, o País está na quarta posição, enquanto que o Brasil ocupa apenas o 85º lugar.
Redação O POVO Online
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