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Editor francês diz que Paulo Coelho é escritor global sem ligação com o Brasil

Considerado como uma espécie de embaixador da literatura lusófona na França, Michel Chandeigne também aponta, sem titubear, que o escritor moçambicano Mia Couto poderia ser um candidato forte a Nobel na língua portuguesa

14:24 | 21/03/2015
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O editor, livreiro e tradutor francês Michel Chandeigne, de 58 anos, dono da Librairie Portugaise et Brésilienne, localizada em Paris, afirmou em entrevista à Folha de São Paulo que o jornalista brasileiro Paulo Coelho é um escritor global sem ligação com o Brasil. "Não faço juízos sobre a qualidade, mas para nós é um escritor internacional que não tem qualquer ligação com o Brasil."

Considerado como uma espécie de embaixador da literatura lusófona na França, Chandeigne também aponta, sem titubear, que o escritor moçambicano Mia Couto poderia ser um candidato forte a Nobel na língua portuguesa.

O francês ainda é responsável pela publicação de obras clássicas e contemporâneas da poesia e da prosa brasileiras. Ele chegou, inclusive, a lançar recentemente uma nova tradução do livro "Vidas Secas", de Graciliano Ramos.

Os brasileiros Chico Buarque, Luiz Ruffato, Bernardo Carvalho e Milton Hatoum também são citados por Chandeigne como nomes capazes de atrair uma atenção maior do leitor gaulês, estimulando o interesse pela literatura do País de origem dos escritores.

"Best-seller é um tipo de livro que devoramos, mas que nunca relemos depois. A literatura é feita de livros que muitas vezes não vamos ler, mas que, se for o caso, podemos depois reler", disse ele.

Quanto a nomes "de peso" na literatura mundial, o editor admite que são "figuras de proa" cada vez mais escassas, inexistentes até mesmo na França.

Redação O POVO Online

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