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Netflix e Airbnb tiveram acesso a dados de usuários do Facebook, revela Parlamento britânico

Documentos e e-mails mostram que a rede social utilizou de forma estratégica os dados coletados para beneficiar parceiros e prejudicar rivais

17:05 | 06/12/2018
(Foto: AFP)

Mais uma vez o Facebook é colocado contra a parede e se vê diante de mais uma polêmica. Na última quarta-feira 5, um comitê do Parlamento Britânico que investiga a rede social a respeito de práticas ilegais, divulgou 250 páginas de documentos e e-mails internos trocados por funcionários da empresa entre 2012 e 2015. O material revelou que o Facebook utilizou uma série de dados coletados de seus usuários para beneficiar parceiros e prejudicar rivais.

Segundo informações do The New York Times, duas das empresas "parceiras" que tiveram acesso especial aos dados dos usuários do Facebook foram; Airbnb e Netflix. Os documentos também revelaram que durante o período de maior crescimento da rede social, entre 2012 e 2015, seus funcionários discutiam a melhor forma de obter lucros com a base de dados que estavam construindo.

As trocas de e-mails também apontaram que a rede social cogitou restringir o acesso de desenvolvedores de aplicativos a alguns dados, abrindo somente para aqueles que adquirissem publicidade na plataforma. Um dos responsáveis pela investigação, Damian Collins, presidente do Comitê Digital que está investigando o Facebook, se pronunciou através do Twitter, onde defendeu a divulgação dos documentos; "eles levantam questões importantes sobre como o Facebook trata os dados dos usuários, suas políticas para trabalhar com desenvolvedores de aplicativos e como eles exercem sua posição dominante no mercado de mídia social", explica Collins.

Em sua conta na rede social, Mark Zuckerberg se defendeu das acusações. O fundador da rede social se pronunciou sobre as trocas de e-mails e o repasse de dados; “como em qualquer negócio, tivemos muitas conversas internas sobre as várias maneiras pelas quais poderíamos construir um modelo de negócios sustentável para nossa plataforma, mas os fatos são claros: nunca vendemos dados das pessoas”, finaliza Zuckerberg.