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Mulheres que falam sobre ciência sofrem mais ataques do que homens no YouTube

Estudo revela que público feminino que produz conteúdos relacionados a ciência, tecnologia, engenharia e matemática, sofrem um volume maior de ataques de ódio comparado ao público masculino

18:00 | 18/07/2018
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Um estudo realizado por pesquisadores da Australian National University, revelou que mulheres que falam sobre ciências, matemática, tecnologia e engenharia, sofrem mais ataques do que homens na internet. Os estudiosos Inoka Amarasekara e Will Grant estudaram mais de 23 mil comentários inseridos na rede social em canais que tratavam os respectivos temas.
 
Os números detalharam que 14% dos comentários voltados as mulheres criadoras de conteúdos são criticas. Enquanto isso apenas 6% dos comentários direcionados aos homens que tratam dos mesmos assuntos são de tom critico. As mulheres também sofrem um maior volume de comentários críticos em relação a aparência, 4,5% dos comentários são voltados as mulheres e apenas 1,5% aos homens.
 
Comentários sexistas e machistas como, "volte para a cozinha e me faça um sanduíche duplo", "eu estava apenas olhando para o seu bbboo... eu quero dizer olhos", são frequentemente utilizados como forma de ataque por haters na rede social. A pesquisa começou a ser desenvolvida em 2015, na época apenas 32 dos 370 canais mais populares sobre ciências eram apresentados por mulheres.

Em entrevista ao The New York Times a youtuber, Vanessa Hill, falou sobre sua experiência em produção de conteúdos para o YouTube. "É como alguém está deixando um post-it em sua mesa todos os dias dizendo por que você não está qualificado ou porque sua voz é horrível", revelou Hill ao portal americano.
 
 
 
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