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O desabafo impróprio do procurador, na forma e no conteúdo

Confira a coluna Meio Político, escrita semanalmente pelo jornalista Guálter George

14:18 | 27/06/2018
O assunto já foi tratado aqui, mas a recorrência do problema exige que continue na pauta. A cada decisão do Judiciário, especialmente do atacado e exposto Supremo Tribunal Federal (STF), gente de grande responsabilidade pública pela posição institucional que ocupa corre aos espaços das redes sociais para engrossar o coro dos indignados com o que eventualmente tenham decidido os ministros, a partir de uma maioria de votos. Uma falta de noção que chega a assustar.

Com o peso simbólico de ser um dos principais responsáveis pela operação Lava Jato, o procurador federal Carlos Fernando dos Santos Lima é uma das vozes mais ativas no mundo sem controle da internet entre os que buscam a desmoralização da mais alta Corte do País. Simplesmente, o que parece muito grave, pelo fato de uma decisão determinada contrariar o que ele entende como correto, atitude imperdoável quando se trata de uma autoridade que representa o Ministério Público, um dos braços indispensáveis à engrenagem que faz a Justiça se movimentar no Brasil.

Os que agem com o fígado por suas convicções políticas, seus ódios ideológicos e suas visões limitadas de mundo, onde só há espaço para quem pense igual, até podem ser compreendidos diante das circunstâncias de momento que o mundo vivencia, mesmo quando extrapolam o campo da civilidade. Desde que não tenham responsabilidades públicas com o que é institucional e com o respeito ao interesse coletivo que não se vincula a uma corrente e precisa guardar espaço para a convivência possível entre todos os pensamentos. É o caso de um Procurador da República.

Claro que também a eles, do Ministério Público, é oferecido o direito de reclamar contra uma decisão judicial que vá de encontro às suas ideias e seus interesses. No caso do procurador Carlos Fernando, porém, há um conjunto importante de impropriedades, na forma e no conteúdo, no que ele diz e na maneira como diz. Mais do que uma crítica, as suas manifestações indicam quase um insulto aos juízes que não decidem conforme é sua vontade, num despreparo institucional incompatível com o tamanho do papel que assumiu pelo protagonismo decorrente das investigações que nasceram em Curitiba e hoje se desdobram por vários estados.

Melhor faz, para efeito comparativo importante, o ministro Edson Fachin, que, por exemplo, teve as teses superadas numa sequência de votações da 2ª Câmara do STF, na última terça-feira. Em avaliação serena, rejeitou a ideia de que foi derrotado e avaliou toda a situação como normal, dentro de uma Casa  na qual boa parte das decisões resulta de um posicionamento de maioria. É o que aconteceu e o é que continuará acontecendo quando necessário, para o bem da Corte, atendendo posicionamento do procurador Carlos Fernando em alguns casos, negando-o em outros. É assim que a Justiça funciona e ele deveria saber disso mais do que eu.
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    14:18 | 27/06/2018
    O assunto já foi tratado aqui, mas a recorrência do problema exige que continue na pauta. A cada decisão do Judiciário, especialmente do atacado e exposto Supremo Tribunal Federal (STF), gente de grande responsabilidade pública pela posição institucional que ocupa corre aos espaços das redes sociais para engrossar o coro dos indignados com o que eventualmente tenham decidido os ministros, a partir de uma maioria de votos. Uma falta de noção que chega a assustar.

    Com o peso simbólico de ser um dos principais responsáveis pela operação Lava Jato, o procurador federal Carlos Fernando dos Santos Lima é uma das vozes mais ativas no mundo sem controle da internet entre os que buscam a desmoralização da mais alta Corte do País. Simplesmente, o que parece muito grave, pelo fato de uma decisão determinada contrariar o que ele entende como correto, atitude imperdoável quando se trata de uma autoridade que representa o Ministério Público, um dos braços indispensáveis à engrenagem que faz a Justiça se movimentar no Brasil.

    Os que agem com o fígado por suas convicções políticas, seus ódios ideológicos e suas visões limitadas de mundo, onde só há espaço para quem pense igual, até podem ser compreendidos diante das circunstâncias de momento que o mundo vivencia, mesmo quando extrapolam o campo da civilidade. Desde que não tenham responsabilidades públicas com o que é institucional e com o respeito ao interesse coletivo que não se vincula a uma corrente e precisa guardar espaço para a convivência possível entre todos os pensamentos. É o caso de um Procurador da República.

    Claro que também a eles, do Ministério Público, é oferecido o direito de reclamar contra uma decisão judicial que vá de encontro às suas ideias e seus interesses. No caso do procurador Carlos Fernando, porém, há um conjunto importante de impropriedades, na forma e no conteúdo, no que ele diz e na maneira como diz. Mais do que uma crítica, as suas manifestações indicam quase um insulto aos juízes que não decidem conforme é sua vontade, num despreparo institucional incompatível com o tamanho do papel que assumiu pelo protagonismo decorrente das investigações que nasceram em Curitiba e hoje se desdobram por vários estados.

    Melhor faz, para efeito comparativo importante, o ministro Edson Fachin, que, por exemplo, teve as teses superadas numa sequência de votações da 2ª Câmara do STF, na última terça-feira. Em avaliação serena, rejeitou a ideia de que foi derrotado e avaliou toda a situação como normal, dentro de uma Casa  na qual boa parte das decisões resulta de um posicionamento de maioria. É o que aconteceu e o é que continuará acontecendo quando necessário, para o bem da Corte, atendendo posicionamento do procurador Carlos Fernando em alguns casos, negando-o em outros. É assim que a Justiça funciona e ele deveria saber disso mais do que eu.
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    O assunto já foi tratado aqui, mas a recorrência do problema exige que continue na pauta. A cada decisão do Judiciário, especialmente do atacado e exposto Supremo Tribunal Federal (STF), gente de grande responsabilidade pública pela posição institucional que ocupa corre aos espaços das redes sociais para engrossar o coro dos indignados com o que eventualmente tenham decidido os ministros, a partir de uma maioria de votos. Uma falta de noção que chega a assustar.

    Com o peso simbólico de ser um dos principais responsáveis pela operação Lava Jato, o procurador federal Carlos Fernando dos Santos Lima é uma das vozes mais ativas no mundo sem controle da internet entre os que buscam a desmoralização da mais alta Corte do País. Simplesmente, o que parece muito grave, pelo fato de uma decisão determinada contrariar o que ele entende como correto, atitude imperdoável quando se trata de uma autoridade que representa o Ministério Público, um dos braços indispensáveis à engrenagem que faz a Justiça se movimentar no Brasil.

    Os que agem com o fígado por suas convicções políticas, seus ódios ideológicos e suas visões limitadas de mundo, onde só há espaço para quem pense igual, até podem ser compreendidos diante das circunstâncias de momento que o mundo vivencia, mesmo quando extrapolam o campo da civilidade. Desde que não tenham responsabilidades públicas com o que é institucional e com o respeito ao interesse coletivo que não se vincula a uma corrente e precisa guardar espaço para a convivência possível entre todos os pensamentos. É o caso de um Procurador da República.

    Claro que também a eles, do Ministério Público, é oferecido o direito de reclamar contra uma decisão judicial que vá de encontro às suas ideias e seus interesses. No caso do procurador Carlos Fernando, porém, há um conjunto importante de impropriedades, na forma e no conteúdo, no que ele diz e na maneira como diz. Mais do que uma crítica, as suas manifestações indicam quase um insulto aos juízes que não decidem conforme é sua vontade, num despreparo institucional incompatível com o tamanho do papel que assumiu pelo protagonismo decorrente das investigações que nasceram em Curitiba e hoje se desdobram por vários estados.

    Melhor faz, para efeito comparativo importante, o ministro Edson Fachin, que, por exemplo, teve as teses superadas numa sequência de votações da 2ª Câmara do STF, na última terça-feira. Em avaliação serena, rejeitou a ideia de que foi derrotado e avaliou toda a situação como normal, dentro de uma Casa  na qual boa parte das decisões resulta de um posicionamento de maioria. É o que aconteceu e o é que continuará acontecendo quando necessário, para o bem da Corte, atendendo posicionamento do procurador Carlos Fernando em alguns casos, negando-o em outros. É assim que a Justiça funciona e ele deveria saber disso mais do que eu.
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    O assunto já foi tratado aqui, mas a recorrência do problema exige que continue na pauta. A cada decisão do Judiciário, especialmente do atacado e exposto Supremo Tribunal Federal (STF), gente de grande responsabilidade pública pela posição institucional que ocupa corre aos espaços das redes sociais para engrossar o coro dos indignados com o que eventualmente tenham decidido os ministros, a partir de uma maioria de votos. Uma falta de noção que chega a assustar.

    Com o peso simbólico de ser um dos principais responsáveis pela operação Lava Jato, o procurador federal Carlos Fernando dos Santos Lima é uma das vozes mais ativas no mundo sem controle da internet entre os que buscam a desmoralização da mais alta Corte do País. Simplesmente, o que parece muito grave, pelo fato de uma decisão determinada contrariar o que ele entende como correto, atitude imperdoável quando se trata de uma autoridade que representa o Ministério Público, um dos braços indispensáveis à engrenagem que faz a Justiça se movimentar no Brasil.

    Os que agem com o fígado por suas convicções políticas, seus ódios ideológicos e suas visões limitadas de mundo, onde só há espaço para quem pense igual, até podem ser compreendidos diante das circunstâncias de momento que o mundo vivencia, mesmo quando extrapolam o campo da civilidade. Desde que não tenham responsabilidades públicas com o que é institucional e com o respeito ao interesse coletivo que não se vincula a uma corrente e precisa guardar espaço para a convivência possível entre todos os pensamentos. É o caso de um Procurador da República.

    Claro que também a eles, do Ministério Público, é oferecido o direito de reclamar contra uma decisão judicial que vá de encontro às suas ideias e seus interesses. No caso do procurador Carlos Fernando, porém, há um conjunto importante de impropriedades, na forma e no conteúdo, no que ele diz e na maneira como diz. Mais do que uma crítica, as suas manifestações indicam quase um insulto aos juízes que não decidem conforme é sua vontade, num despreparo institucional incompatível com o tamanho do papel que assumiu pelo protagonismo decorrente das investigações que nasceram em Curitiba e hoje se desdobram por vários estados.

    Melhor faz, para efeito comparativo importante, o ministro Edson Fachin, que, por exemplo, teve as teses superadas numa sequência de votações da 2ª Câmara do STF, na última terça-feira. Em avaliação serena, rejeitou a ideia de que foi derrotado e avaliou toda a situação como normal, dentro de uma Casa  na qual boa parte das decisões resulta de um posicionamento de maioria. É o que aconteceu e o é que continuará acontecendo quando necessário, para o bem da Corte, atendendo posicionamento do procurador Carlos Fernando em alguns casos, negando-o em outros. É assim que a Justiça funciona e ele deveria saber disso mais do que eu.
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