Condições de Moro
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Condições de Moro

19:36 | 02/11/2018
Para aceitar o cargo de futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, o juiz federal
Sérgio Moro pediu carta branca ao presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), para montar
sua equipe sem interferências do Palácio, e para tocar ações que considerar necessárias
no combate à corrupção, em especial. Também pediu canal direto e exclusivo com
Bolsonaro, sem intermediadores. Ou seja, Moro não vai ficar sob orientações ou
comando da Casa Civil ou do super-ministro do Ego, ops, da Economia, Paulo Guedes.
A chefona
Ventila-se nos ares do Planalto o nome da delegada Érika Marena, a primeira
coordenadora da operação Lava Jato, para diretora-geral da Polícia Federal.
Desespero
O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, apela a Moro para manter a pasta
ativa. O País vai descobrir que o ministério foi um palanque, apenas, para suas coletivas
Submergiu
Aliás, você se lembra do nome do atual ministro da Justiça (sim, ele existe)? É o
eremita Torquato Jardim, de quem nunca mais se viu falar e que não tem agenda na rua.
E agora?
No apagar das luzes do Governo de Michel Temer, enfim o Palácio avalizou o acordo
Brasil-Rússia pela Defesa. O presidente promulgou no último dia 25 de outubro o
‘Acordo entre o Governo do Brasil e o Governo da Rússia sobre Cooperação em
Defesa’, que foi firmado em Moscou em.. 14 de dezembro de 2012. Está no Decreto
9.541 publicado no Diário Oficial da União. Bolsonaro quer aproximação com EUA.
Ringue
O deputado Alberto Fraga (DEM-DF), derrotado ao Governo do DF, mantém-se em
campanha para um cargo no governo federal. Articula a reeleição do partidário Rodrigo
Maia (DEM-RJ) na presidência da Câmara. Diz que, pelo perfil dos novos
parlamentares da Câmara, o presidente tem que ter “experiência” e “pulso firme” para
que a Casa não se transforme em um “ringue”.

Sondagem agrícola
Um dos principais articuladores da equipe do presidente Bolsonaro, o pecuarista Luiz
Antônio Nabhan Garcia sondou, nos últimos três dias, deputados ruralistas cotados para
chefiar o Ministério da Agricultura. O atual ministro, Blairo Maggi, que votou em
Bolsonaro, também é consultado sobre o perfil do seu sucessor.
Herdeiros
Flávio Bolsonaro será o líder do Governo no Senado. Eduardo Bolsonaro será o líder do
PSL na Câmara Federal. Não querem muita visibilidade. Por ora.
Outro cotado
O desembargador João Paulo Gebran, Relator do caso Lula no TRF 4, é cotadíssimo
para ser ministro do Superior Tribunal de Justiça na próxima vaga.
Balão de ensaio
O recuo do atual Governo e da equipe de Bolsonaro na tentativa de votar a reforma da
Previdência este ano se deveu a pelo menos dois fatores: a impossibilidade de modificar
o texto pronto para votação na Câmara, como desejava a equipe de Bolsonaro, e o prazo
exíguo para votar a PEC 287/2016 em dois turnos na Câmara e no Senado.
Motivações
Pesou também, para a equipe do novo presidente, informações de ministros palacianos
de que a base aliada está “dispersa” para obter os 308 votos necessários para alterar as
regras previdenciárias.
Revide
Apesar de pregarem “união” contra o Governo de Jair Bolsonaro (PSL), a oposição
expõe sequelas da derrota na disputa presidencial. Sinal claro disso foi a exclusão do PT
do bloco de oposição formado por PDT, PSB e PCdoB. Um dos idealizadores da
bancada composta por 69 deputados foi o candidato derrotado Ciro Gomes (PDT).
Drible eleitoral
O ex-governador do Ceará embarcou para a Europa no início do 2º turno em gesto de
“revide” à articulação do ex-presidente Lula que implodiu sua aliança com o PSB.
Irritados, parlamentares do PT minimizavam, pelos corredores da Câmara, a exclusão da
legenda citando o tamanho da bancada, a maior da Casa, com 56 deputados.
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