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Arrocho do governo poupa comissionados e diárias

12:00 | 26/07/2017

Em mais uma medida contraditória para tentar conter a crise econômica, o governo de Michel Temer vai incentivar a demissão voluntária de servidores, mas nem cogita cortar parte dos mais de 100 mil cargos e funções de confiança ocupados, em sua maioria, por apadrinhados políticos. Além dos gastos com cartões corporativos, detalhados pela Coluna, as despesas com diárias também pesam nas contas públicas. Nos últimos 7 meses, foram gastos R$ 215 milhões de reais; e em 2016, o montante de recursos pagos em diárias somou R$ 809 milhões.

Regras rígidas

As regras para uso dos cartões corporativos podem ficar mais rígidas. Um projeto que moraliza os gastos tramita no Senado há um ano e 4 meses.

Limite

Atualmente não há limites para saques, por exemplo, o que dá margem para gastos sem controle.

Suspeitas

O relator do projeto, Lasier Martins (PSD-RS), afirma no parecer que, “de fato, existem diversas suspeitas de mau uso desse instrumento de pagamento”.

Mortes no campo

No Dia do Agricultor Familiar, comemorado nesta terça, 25, entidades – como a CUT - lembraram a morte de 47 trabalhadores do campo nos últimos 7 meses.

Croqui

A uma semana da votação da denúncia por crime de corrupção passiva, o presidente Michel Temer intensifica a articulação por votos com uma nova arma. Já fez chegar a alguns líderes aliados o croqui da mini-reforma ministerial que deverá sair do papel no início de setembro. A estratégia tem dado certo, avalia o Planalto. Cerca de 30 deputados que antes se diziam “indecisos” ou “favoráveis” confirmaram aos líderes que votarão contra a denúncia. A conferir.

Esqueceram deles

A bancada do Rio de Janeiro ficou chateada por não ter sido convidada para participar da reunião na qual o presidente Michel Temer garantiu recursos para as Escolas de Samba.

Recado

O deputado federal Marco Antônio Cabral deu seu recado de descontentamento no grupo de WhatsApp da Liderança do PMDB.

Paraíso extrativista

Em resposta aos favorecimentos tributários concedidos às mineradoras, o Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) dispara, por meio de nota técnica, duras críticas aos favorecimentos tributários obtidos pelo setor em meio à crise fiscal e econômica brasileira. Nesta terça, 25, o presidente Michel Temer anunciou mudanças nas alíquotas de royalties para exploração mineral e a criação de uma agência nacional de mineração.

Ordem de inspeção

No texto, o INESC pontua que estudos técnicos “não faltam mostrando que o Brasil é um dos países que menos cobram royalties da mineração, entre os diversos países com mineração industrial relevante”. A entidade aponta ainda que “se não bastasse, a indústria mineradora promove graves violações socioambientais sem que isso tenha qualquer impacto na concessão de isenção fiscal às suas atividades”.

Rombo

A Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado prevê déficit da União em 2017 de R$ 144 bilhões - número acima do projetado pelo governo, de R$ 139 bilhões.

Expectativa

A Universidade de Brasília sedia o XXIX Simpósio Nacional de História. Nesta quarta, será realizada a conferência “Editoras latino-americanas: circulação de ideias e ampliação do campo cultural”.

Ponto Final

“Prioridade de Temer é clara: usar o cargo para se salvar das denúncias. É presidente de si mesmo”.

Do deputado Alessandro Molon (Rede-RJ)

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