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O adeus de Beltrame

12:45 | 28/08/2016
O mais longevo secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, o policial federal José Mariano Beltrame, deixa o Governo após dez anos no cargo. A saída está prevista para entre os dias 20 e 30 de setembro. O nome escolhido para substituí-lo é do coronel da PM e delegado da PF Antônio Roberto Sá, subsecretário de Planejamento. Beltrame vai entrar num período sabático por anos, e será consultor do mercado privado. Segundo amigos, estuda convites para palestras no Brasil e exterior. Beltrame se notabilizou pela implantação das Unidades de Polícia Pacificadora, alvo de elogios e críticas.

Quem manda
A despeito de estar afastado por problemas de saúde, será do governador licenciado Luiz Fernando Pezão a decisão da substituição.

Tensão no palanque
O indiciamento do ex-presidente Lula pela Polícia Federal no caso do Triplex deixou muitos candidatos a prefeito tensos. Ele tem palanque marcado em cidades do interior.

Deu ruim
Balançando no cargo, o desprestigiado ministro da Saúde, Ricardo Barros, preparou megaevento para balanço de 100 dias de sua gestão. Ninguém deu bola. Nem colegas.

Campanha..
Em tempos de campanhas enxutas pós-Lava Jato, os candidatos a prefeitos e vereador arrumaram um jeito paralelo de divulgar suas ações e obras. Os deputados federais, padrinhos das candidaturas, investem pesado na impressão de folders e cartilhas de suas ações nas cidades – e na divulgação dão crédito das obras.. aos candidatos.

.. no jeitinho
O material, que aborda de marketing político a media training, é produzido pela Fundação Milton Campos, com sede na Câmara dos Deputados, e impresso pela modesta gráfica Teixeira, em Taguatinga, a 24 km da Esplanada.

Bonde chinês
O presidente Michel Temer dispara convites para a viagem à China, onde participará em setembro, já efetivado no cargo, do encontro do G-20. Além dele, vai Renan Calheiros, presidente do Senado. Temer quer levar os líderes do Governo nas Casas.

Esqueceram de mim
Alguém no Planalto se esqueceu das demandas do senador Dário Berger (PMDB-SC). Ele diz que, sim, Dilma Rousseff pode “reverter votos” de colegas indecisos. “Nossa vida é um processo de convencimento”, teoriza.

DR
O reajuste salarial dos ministros do STF é apenas pano de fundo para a “discussão de relacionamento (DR)” entre as cúpulas do PSDB e PMDB. O desenho de “ampliação” de presença tucana no iminente Governo redesenhado de Temer foi taxado de “pífio”.

Calma, doutor
A autofagia velada e a sanha fisiológica chegaram a ponto de o senador Jereissati disparar: “O PMDB tem que assumir sua posição: se é Governo ou se quer fazer graça”.

Com ternura
O ex-presidente Lula tem reiterado à “pupila” Dilma Rousseff que, mesmo que não reverta votos e derrube o impeachment, o depoimento dela será “um divisor de águas” na história do PT. Logo agora, que ela pode sair do partido. Os dois lados se estranham.

É guerra
O ministro Gilmar Mendes comprou uma briga gigante ao ligar a metralhadora giratória contra a Ficha Limpa, a Lava Jato e instituições judiciárias. “Termos como esse não estão à altura da Justiça brasileira”, afirma um procurador do MPF próximo de Rodrigo Janot, ao lembrar frase de Mendes sobre o MP se achar o ‘ó do borogodó’.

Fogo amigo
Não soaram nada agradáveis no Planalto menções ao chefe de gabinete da Secretaria de Relações Institucionais, Tadeu Filippelli, nas gravações de políticos de Brasília acusados de envolvimento no esquema de pagamento de propina batizado de UTIgates.

Aposta alta
Filippelli é a aposta de Temer para o governo do DF em 2018; e o Planalto torce para que nada o envolva mais na operação policial que cercou a Câmara Distrital.

Ponto Final
“O que tenho a dizer é que são todos ladrões. Isso basta”
Do ex-senador Valmir Amaral, sobre o ministro da Casa Civil (Eliseu Padilha), o governador do DF (Rodrigo Rollemberg), após ver derrubada cerca de sua casa por ocupação irregular.
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